Em qualquer empresa, cedo ou tarde, a gestão se depara com dois tipos de colaboradores que exigem energia constante: os que precisam ser empurrados e os que precisam ser puxados. À primeira vista, ambos parecem apenas desmotivados. Mas a diferença entre eles é mais profunda - e absolutamente decisiva para o desempenho do time.

O funcionário que precisa ser empurrado costuma conhecer os processos, entende o que se espera dele, e tem capacidade de entregar bons resultados. Seu obstáculo não é técnico — é comportamental. Falta-lhe atitude, iniciativa ou senso de urgência. Ainda assim, com acompanhamento, estímulo e metas bem definidas, ele costuma reagir. Um empurrão firme pode colocá-lo em movimento. Dois empurrões, talvez. Mas há retorno.

Já o funcionário que precisa ser puxado vive em outro cenário. Ele não domina bem o que faz, não busca aprender e parece sempre alheio ao que acontece. Precisa ser conduzido o tempo todo: avisado, corrigido, cobrado, lembrado. Seu desempenho é cronicamente abaixo do esperado — e ainda exige vigilância constante. Um caso assim consome energia da liderança e freia o ritmo da equipe.

Empurrar é parte do papel de um líder. Motivar, orientar e destravar potenciais faz parte do processo. Mas puxar alguém o tempo inteiro é outro departamento. Cansa. Desgasta. E, na maioria das vezes, não compensa. O conselho é: aja rápido. Quanto mais demorar, maior poderá ser o estrago.

Uma boa gestão precisa saber discernir: onde cabe investir e onde o esforço é desperdício, já que puxar quem não quer ir adiante é como remar em areia. Você faz força, faz sulco... mas não avança nunca.

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