Muitas pessoas têm intenso medo de cometer erros. E isso leva sua autoestima lá para baixo. A raiz deste mal geralmente está na infância. É provável que os pais geraram nelas um sistema de crenças de que cometer erros não é um atributo da natureza humana, mas um ato vergonhoso.

O que fazer para superar o medo de errar?

A chave consiste em entender que errar é um passo importante e inerente ao processo da aprendizagem.

Pense em como você aprendeu a andar de bicicleta. Por mais que soubesse teoricamente o que fazer, a prática envolveu inúmeras quedas e fracassos que forçaram você a se ajustar a melhorias até atingir o mínimo domínio da técnica e o correto equilíbrio sobre as duas rodas.

Aprender uma língua estrangeira é outro exemplo. Quem venceu este desafio, obrigou-se a percorrer um caminho cheio de erros até o patamar da expressão e compreensão razoáveis.

Isto é o que se dá no desenvolvimento de qualquer habilidade ou competência.

A lógica é a seguinte: se a aquisição de uma habilidade faz-se através de aprendizagem e nada se aprende sem cometer alguns erros, logo erros fazem parte de toda e qualquer habilidade!

Portanto, o medo que advém da vergonha de errar impõe sobre estas pessoas uma gigantesca dificuldade de desenvolver novas habilidades, e como elas não se veem crescendo em competências, sua visão de si mesmas fica permanentemente em débito, levando-as a uma baixa autoestima. E não só. Muitas delas mostram-se perfeccionistas.

Pretender perfeição é, em muitos destes casos, um mecanismo de defesa para esconder suas próprias falhas por não se sentir bem consigo mesmo.

Ninguém é perfeito e nem é preciso que seja. Aperfeiçoamento é uma jornada de melhoria contínua que envolve treinar, obter feedback e implementar ajustes sempre a fim de distanciar-se dos erros naturais do processo. Esta prática é a cura do medo de errar.

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