Ah, a velha máxima de que "os erros nos ensinam". Quem nunca ouviu isso? Parece até que, se errarmos bastante, nos tornaremos gênios! Mas, me permita uma pergunta: será que aprendemos mesmo com os nossos erros, falhas, lapsos etc? Ou só gostamos de contar essa história para nos sentir melhor?

Na prática, quando erramos, somos obrigados a dar explicações – para os outros, claro, mas principalmente para nós mesmos. Ninguém quer admitir que tropeçou na mesma pedra de novo, não é? A ideia é simples: aprendemos com o erro para não repeti-lo. Mas, ao invés de uma análise profunda, o que fazemos? Apontamos para o tempo, para a falta de sorte, para aquele colega que não ajudou, ou para as estrelas que estavam mal alinhadas naquele dia fatídico. Culpar qualquer coisa, menos nós mesmos, claro.

Encarrar o erro de frente? Que nada! Isso mexe com o nosso ego, aquela voz interna que adora nos lembrar o quão incríveis somos. Admitir que erramos de verdade seria uma afronta pessoal. Então, fingimos que aprendemos a lição, seguimos em frente... até o próximo erro, quando tudo se repete como um déjà vu.

Se, de fato, aprendêssemos com os nossos erros, o mundo seria um espetáculo! Estaríamos todos sempre subindo, evoluindo, com falhas cada vez menores. Mas, cá entre nós, isso é mais utopia do que realidade, não?

A verdade é que reconhecer o erro não basta. Se queremos realmente aprender, precisamos de uma boa dose de honestidade – e talvez um pouco de humildade. E quem sabe, rir um pouco de nós mesmos. Porque, no fim, errar é humano – mas continuar errando sem aprender, bom, isso já é teimosia com uma pitada de autoengano!

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