A tecnologia e a importância de quem pensa
A máquina substitui função, mas não substitui quem raciocina
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segunda-feira, 19 de maio de 2025
A máquina substitui função, mas não substitui quem raciocina
Abraham Shapiro 
Vivemos um tempo em que a tecnologia avança com velocidade de foguete. Automação, inteligência artificial, robôs, algoritmos… Tudo parece ameaçar o lugar do ser humano no trabalho. E, de fato, muitos cargos estão desaparecendo. Funções repetitivas, tarefas previsíveis, rotinas que não exigem reflexão — essas estão sendo absorvidas pelas máquinas. Mas há um detalhe essencial que precisa ser dito, e repetido: a máquina substitui função, mas não substitui quem raciocina.
O que está em jogo não é o emprego em si, mas a utilidade real de cada profissional na engrenagem do negócio. A pergunta-chave não é “qual o meu cargo?”, mas “que tipo de valor eu entrego que uma máquina ainda não consegue entregar?”.
Profissionais que pensam criticamente, tomam decisões com base em contexto, aprendem rápido, se adaptam e criam soluções seguem indispensáveis. Mais do que nunca, o mercado quer gente capaz de raciocinar, interpretar, conectar ideias e resolver o que é novo e inesperado. Gente que escuta bem, propõe melhorias, vê o que outros não veem. Isso a tecnologia ainda não sabe fazer — e talvez nunca saiba.
O que você pode fazer? Invista menos em decorar processos e mais em desenvolver raciocínio, comunicação, curiosidade e análise. Não lute contra a tecnologia. Aprenda a conversar com ela, entender seus limites e usá-la como ferramenta — não como ameaça.
A tecnologia tira cargos, sim. Mas ela multiplica oportunidades para quem não terceirizou o cérebro.
No fim, a diferença entre ser substituído e ser indispensável está no que você pensa — e no que você é capaz de transformar com isso.


