A escassez de atenção
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de junho de 2020
Abraham Shapiro 
- O spam de um golpista?
- Um vídeo novo no Youtube?
- Um correio de voz do chefe?
- O e-mail de um cliente?
- Uma postagem de blog que acaba de chegar?
- Um novo Podcast?
- Uma … O que é mesmo? Ah, desculpe-me, eu me distraí em meio a tanta informação.
A crise de atenção que todos nós vivemos hoje em dia é real. O que ler? O que ouvir? O que e a quem responder?
Tudo está acontecendo ao mesmo tempo, e nós temos que fazer escolhas. Qual critério empregar para decidir isso?
A ideia de que podemos nos distrair e desperdiçar o tempo que talvez nem temos naquilo que não é produtivo é inequívoca.
Então pare e calcule que ‘atenção’ já é um recurso escasso na vida atual. Logicamente, precisamos aprender a usá-lo com sabedoria e não achar que se trata de um aplicativo residente no sistema operacional da mente – do tipo que só a intuição bastaria para sabermos como funciona.
Em muitos casos, parece mais barato simplesmente aceitar o que é possível e tentar dar conta de tudo o que chega: e-mails, mensagens de whatsapp, conteúdos de toda natureza. Mas depois de um tempo, a conclusão é que o custo de querer ver e responder tudo é mais alto do que se pode pagar.
O ponto é que cada um de nós recebe a mesma quantidade de atenção para gastar – ou investir – todos os dias. Está aí uma poderosa vantagem competitiva: descobrir ‘como’ e ‘com que’ ter foco para fazer qualquer coisa que envolva o nosso compromisso pois, foco é, de fato, o que importa.
Entregar-se a tudo pode ser a escolha errada. Em lugar de ganhar eficiência, acabamos perdendo dias inteiros correndo atrás de inutilidades e itens sem qualquer sentido para aquilo que verdadeiramente importa sobre os nossos resultados.


