A correta gestão da empresa familiar
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de abril de 2019
Abraham Shapiro 
Qualquer empresa familiar precisa evoluir em seus métodos administrativos. Caso isso não ocorra, ela fica exposta ao risco de ficar para trás e perder sua competitividade ou esfacelar-se como efeito de conflitos.
Eu não conheço outro caminho para se manter o respeito aos códigos de conduta do negócio senão o da transparência e das regras claras.
Há três ferramentas que podem ajudar e fortalecer o relacionamento familiar estabelecendo mecanismos de administração adequados à modernidade.
A primeira ferramenta é um escritório que funcione como centro de apoio administrativo aos membros da família. Talvez você pense: “Pra quê isso?” Resposta: para facilitar as tarefas burocráticas dos familiares com relação a outros investimentos individuais, como: locação, administração e venda de imóveis; carteira de ações e quotas; contabilidade individual ou geral etc.
O escritório da família serve também como base para discussão de assuntos de interesse comum a todos a fim de evitar futuros conflitos de opinião. Ele será o centro, o ponto focal da comunicação da família.
A segunda ferramenta que auxilia a gestão da empresa familiar é o estabelecimento de um Conselho de Administração. Trata-se de uma entidade cujos membros não participam da gestão do dia a dia da empresa. Eles se juntam a outros profissionais da comunidade de negócios – convidados ou contratados para isso – e perseguem objetivos bem definidos.
O Conselho de Administração é o que toma decisões importantes, como: fusões e aquisições, compra e venda de ativos acima de determinados valores ou a contratação de novos executivos da alta administração. Ele é quem determina a política e as diretrizes gerais do negócio.
Na impossibilidade de se ter ou manter um Conselho de Administração, entra em cena a terceira ferramenta: o Conselho de Família. Essa entidade tem como tarefa definir políticas de gestão do negócio com relação a salários, bônus e benefícios pagos tanto aos profissionais contratados, quanto aos familiares que atuam na empresa.
É o Conselho de Família que dita os critérios e formas de transferência de quotas e ou ações, critérios de votação nas decisões, define premiação por desempenho e a participação dos membros da família.
Tenho visto na prática que um Conselho de Família é um meio ótimo para a harmonia familiar, porque permite a participação de todos, assim como a determinação, por consenso, das políticas mais importantes da empresa.
É isso! A verdade é que uma empresa familiar, hoje em dia, pode e deve se estruturar profissionalmente. É inteligente, sábio e adiciona valor ao negócio.
Aja nesta direção enquanto há tempo. Você pode. Você deve. E este nível de organização independe do grau de faturamento dos seus negócios.
Caso necessite de orientações, temos material gratuito disponível pelo e-mail [email protected].
Atingir os melhores resultados é o que fará bem à sua saúde, à dos seus herdeiros e preservará os seus negócios dos piores males.


