A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina reforça que a vacina contra o VSR (Vírus Sincicial Respiratório) para gestantes a partir da 28ª semana segue disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde. De acordo com a secretaria, do dia 8 de dezembro, data em que a imunização iniciou em Londrina, até terça-feira (16), foram aplicadas 528 doses. Para receber a vacina, basta procurar a UBS de referência, levando documento de identificação e, de preferência, a carteirinha de vacinação. Não é necessário agendar.

Inicialmente, o município recebeu 1.684 doses do imunizante, disponibilizado gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), pela primeira vez, por meio do Ministério da Saúde. Antes da oferta pelo SUS, o imunizante era encontrado apenas na rede privada, a custo médio de R$ 1,6 mil.

A vacina é crucial para proteger os bebês nos primeiros meses de vida, fase de maior risco para bronquiolite e outras infecções respiratórias graves. Ao transferir anticorpos da mãe para o feto, ela garante imunidade passiva, reduz internações e casos graves, além de ser uma estratégia eficaz para diminuir a mortalidade infantil e a sobrecarga hospitalar.

Sem restrição de idade

A secretária municipal de Saúde de Londrina, Vivian Feijó, lembrou que, para tomar a vacina contra o VSR, não existe limite de idade gestacional e não há restrição de idade para a mãe. “As grávidas a partir de 28 semanas podem pegar a carteirinha de vacinação, procurar a UBS e receber a vacina sem precisar agendar", reforçou.

"A vacina é em dose única e foi desenvolvida especialmente para proteger o bebê, oferecendo anticorpos já nos primeiros meses de vida, quando o VSR está especialmente presente. Até cerca de seis meses é quando registramos a maior incidência de doenças respiratórias. É, inclusive, um dos principais causadores da mortalidade infantil no primeiro ano, por isso é essencial que a mãe tome a vacina antes do parto”, destacou a secretária.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2025, até 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave causados por VSR. Desses casos, a maior concentração de hospitalizações ocorreu em crianças com menos de dois anos de idade, totalizando mais de 35,5 mil ocorrências, o que representa 82,5% do total de casos de SRAG por VSR no período.

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Caderneta atualizada

O Paraná aplicou 9.329 doses da vacina contra o VSR. Diante da procura por esse imunizante, a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) faz um alerta para a necessidade das gestantes manterem a caderneta de vacinação atualizada e receber outros imunizantes essenciais durante o período gestacional, como forma de cuidado com a saúde dela e do bebê.

Durante a gestação, as mulheres precisam tomar vacinas que protegem contra doenças imunopreveníveis, como a hepatite B, influenza, Covid-19, difteria, tétano e coqueluche, assim como a VSR. O Paraná tem mais de 1.850 salas de vacinas distribuídas em diversas UBS nos 399 municípios.

“A Sesa reforça a importância das gestantes se protegerem contra essas outras doenças com vacinas disponíveis pelo SUS. Quando forem fazer a aplicação contra o VSR, podem aproveitar e fazer a para as demais. Pedimos ainda que os profissionais de saúde aproveitem a oportunidade da vacinação contra o VSR para verificar a situação vacinal das gestantes em relação a todas as demais vacinas do Calendário”, orientou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Baixa cobertura

O alerta da Sesa é em razão dos imunizantes estarem com baixos índices de cobertura entre as gestantes. A vacinação contra a influenza, cuja meta é vacinar 90% das gestantes, o índice no Paraná é de 68,82%, com 67.614 doses aplicadas.

Já a vacina dTpa, contra difteria, tétano e coqueluche, o Estado apresenta um índice de 58,3% de cobertura vacinal entre as gestantes cadastradas acima de 20 semanas. E contra a covid, apenas 3.191 doses foram aplicadas em gestantes no ano de 2025.

“São índices que nos preocupam, pois as vacinas estão disponíveis nas salas de vacinação, são seguras e eficazes, milhares de pessoas já receberam e não existe nenhum problema para a gravides, muito pelo contrário, garantem uma gestação mais segura para as futuras mamães e também para os bebês. Reforço o alerta para que as gestantes se atentem à vacinação contra essas doenças”, completou o secretário.

(Com informações do N.Com e Agência Estadual de Notícias)

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