A Secretaria de Saúde de Londrina recebeu 1.684 doses da vacina contra o VSR ((Vírus Sincicial Respiratório) para imunizar grávidas a partir da 28ª semana de gestação. A imunização começou nesta segunda-feira (08), na UBS (Unidade Básica de Saúde) Guanabara, na zona sul.

A secretária de Saúde, Vivian Feijó, que acompanhou o início da vacinação, reforçou que não há restrição quanto a idade da gestante. “Se você está grávida e tem 28 semanas, você pode pegar a sua carteirinha e procurar uma unidade básica de saúde que vai ter a sua vacina no braço”, afirmou.

Feijó destacou que o imunizante vai estar disponível em todos os postos de saúde do município até o início da tarde, incluindo na zona rural, e não é necessário fazer o agendamento. Ela também explica que a vacina tem dose única e foi pensada para proteger os bebês ainda nos primeiros meses de vida.

A secretária detalha que o VSR causa doenças respiratórias graves nos bebês, incluindo pneumonia viral. “É aquele vírus que a gente falou muito no inverno do ano passado e que levava as crianças a falta de ar e queda na saturação”, aponta, complementando que, em alguns casos, as crianças precisavam de internação hospitalar em leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

O imunizante foi incorporado ao calendário de vacinação do SUS (Sistema Único de Saúde) neste ano. Na rede particular a vacina pode chegar a R$ 1,5 mil, de acordo com o Ministério da Saúde.

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Até seis meses de vida

O vírus é mais incidente em crianças recém-nascidas e com até seis meses de vida. “É um grande causador da mortalidade infantil no primeiro ano de vida”, alerta a secretária. De acordo com Feijó, antes a vacina estava presente apenas na rede particular e com um custo elevado, podendo chegar a até R$ 1,8 mil a dose. “Hoje nós temos em todas as UBSs e de graça”, reforça.

Vivian Feijó também destaca que os postos de saúde estão ligando para as grávidas para que elas recebam a dose. “A nossa obrigação e missão na saúde é cuidar da gestante, cuidar da criança e melhorar os nosso indicadores, o que melhora também a qualidade de vida na nossa cidade”, pontua.

'Oportunidade para cuidar dos filhos'

À espera de Clara, Aline Ziani, 34, chegou à UBS Guanabara logo cedo para garantir uma dose da vacina contra o VSR. Com quase 35 semanas, ela disse que estava muito ansiosa e que ligava todos os dias no posto de saúde para saber se a vacina já tinha chegado. Segundo ela, o preço na rede particular é alto e é até mesmo difícil de achar clínicas com a vacina disponível.

“O que tiver de oportunidade para a gente cuidar dos nossos filhos, a gente tem que ir atrás. Eu fico muito feliz que o SUS tenha conseguido essa vacina para muitas mamães”, afirma. A ansiedade era tanta que, ao acordar, já ligou no posto para confirmar, colocou a primeira roupa que viu pela frente e saiu de casa sem nem tomar café da manhã. ‘A vacina é mais importante”, garante.

Aline Ziani ligava todos os dias para a UBS para perguntar sobre a vacina: "Eu fico muito feliz que o SUS tenha conseguido essa vacina para muitas mamães"
Aline Ziani ligava todos os dias para a UBS para perguntar sobre a vacina: "Eu fico muito feliz que o SUS tenha conseguido essa vacina para muitas mamães" | Foto: Jéssica Sabbadini

Ziani também é mãe de um menino de três anos que enfrentou um quadro de bronquiolite no ano passado. O quadro, segundo ela, exigiu cuidados, inclusive com o uso de uma bombinha de asma. “Eu sei o quanto é difícil essa doença e a gente não sabe a gravidade que vai ser”, reforça, complementando que o sentimento é de alívio em poder tomar a dose.

Fernanda Mendonça: "Eu sou super a favor das vacinas porque elas vêm para proteger"
Fernanda Mendonça: "Eu sou super a favor das vacinas porque elas vêm para proteger" | Foto: Jéssica Sabbadini

Com 38 semanas e já na reta final da gestação, Fernanda Mendonça, 33, garante que toda a mãe tem medo de passar alguma doença respiratória para o filho, sendo que toda a proteção é válida. Com o parto da Ana Júlia previsto para a segunda quinzena de dezembro, ela afirma que o desejo é de que a filha consiga todos os anticorpos necessários ainda dentro da barriga, assim como pela amamentação no pós-parto.

“Todas as mamães precisam tomar. Eu sou super a favor das vacinas porque elas vêm para proteger, então todas as vacinas que eu e meus filhos pudermos tomar, vamos tomar”, afirma, reforçando que esse é um ato que ajuda a proteger também aquelas crianças que não podem tomar vacinas por conta de problemas de saúde. “Quem não se vacina por medo representa um grande retrocesso”, conclui.

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