Gestantes de Londrina começam a receber vacina contra vírus respiratório
Saúde recebeu 1.684 doses do imunizante, que protege os bebês contra o VSR; não é necessário realizar agendamento
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de dezembro de 2025
Saúde recebeu 1.684 doses do imunizante, que protege os bebês contra o VSR; não é necessário realizar agendamento

A Secretaria de Saúde de Londrina recebeu 1.684 doses da vacina contra o VSR ((Vírus Sincicial Respiratório) para imunizar grávidas a partir da 28ª semana de gestação. A imunização começou nesta segunda-feira (08), na UBS (Unidade Básica de Saúde) Guanabara, na zona sul.
A secretária de Saúde, Vivian Feijó, que acompanhou o início da vacinação, reforçou que não há restrição quanto a idade da gestante. “Se você está grávida e tem 28 semanas, você pode pegar a sua carteirinha e procurar uma unidade básica de saúde que vai ter a sua vacina no braço”, afirmou.
Feijó destacou que o imunizante vai estar disponível em todos os postos de saúde do município até o início da tarde, incluindo na zona rural, e não é necessário fazer o agendamento. Ela também explica que a vacina tem dose única e foi pensada para proteger os bebês ainda nos primeiros meses de vida.
A secretária detalha que o VSR causa doenças respiratórias graves nos bebês, incluindo pneumonia viral. “É aquele vírus que a gente falou muito no inverno do ano passado e que levava as crianças a falta de ar e queda na saturação”, aponta, complementando que, em alguns casos, as crianças precisavam de internação hospitalar em leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
O imunizante foi incorporado ao calendário de vacinação do SUS (Sistema Único de Saúde) neste ano. Na rede particular a vacina pode chegar a R$ 1,5 mil, de acordo com o Ministério da Saúde.
Leia mais:
Até seis meses de vida
O vírus é mais incidente em crianças recém-nascidas e com até seis meses de vida. “É um grande causador da mortalidade infantil no primeiro ano de vida”, alerta a secretária. De acordo com Feijó, antes a vacina estava presente apenas na rede particular e com um custo elevado, podendo chegar a até R$ 1,8 mil a dose. “Hoje nós temos em todas as UBSs e de graça”, reforça.
Vivian Feijó também destaca que os postos de saúde estão ligando para as grávidas para que elas recebam a dose. “A nossa obrigação e missão na saúde é cuidar da gestante, cuidar da criança e melhorar os nosso indicadores, o que melhora também a qualidade de vida na nossa cidade”, pontua.
'Oportunidade para cuidar dos filhos'
À espera de Clara, Aline Ziani, 34, chegou à UBS Guanabara logo cedo para garantir uma dose da vacina contra o VSR. Com quase 35 semanas, ela disse que estava muito ansiosa e que ligava todos os dias no posto de saúde para saber se a vacina já tinha chegado. Segundo ela, o preço na rede particular é alto e é até mesmo difícil de achar clínicas com a vacina disponível.
“O que tiver de oportunidade para a gente cuidar dos nossos filhos, a gente tem que ir atrás. Eu fico muito feliz que o SUS tenha conseguido essa vacina para muitas mamães”, afirma. A ansiedade era tanta que, ao acordar, já ligou no posto para confirmar, colocou a primeira roupa que viu pela frente e saiu de casa sem nem tomar café da manhã. ‘A vacina é mais importante”, garante.

Ziani também é mãe de um menino de três anos que enfrentou um quadro de bronquiolite no ano passado. O quadro, segundo ela, exigiu cuidados, inclusive com o uso de uma bombinha de asma. “Eu sei o quanto é difícil essa doença e a gente não sabe a gravidade que vai ser”, reforça, complementando que o sentimento é de alívio em poder tomar a dose.

Com 38 semanas e já na reta final da gestação, Fernanda Mendonça, 33, garante que toda a mãe tem medo de passar alguma doença respiratória para o filho, sendo que toda a proteção é válida. Com o parto da Ana Júlia previsto para a segunda quinzena de dezembro, ela afirma que o desejo é de que a filha consiga todos os anticorpos necessários ainda dentro da barriga, assim como pela amamentação no pós-parto.
“Todas as mamães precisam tomar. Eu sou super a favor das vacinas porque elas vêm para proteger, então todas as vacinas que eu e meus filhos pudermos tomar, vamos tomar”, afirma, reforçando que esse é um ato que ajuda a proteger também aquelas crianças que não podem tomar vacinas por conta de problemas de saúde. “Quem não se vacina por medo representa um grande retrocesso”, conclui.


Jéssica Sabbadini
Repórter com atuação na cobertura local.





