Um mês depois, destino das famílias do Flores do Campo segue indefinido
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terça-feira, 20 de março de 2018
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 

Depois de um mês do término do prazo que a Justiça Federal concedeu para a retirada das 160 famílias do Residencial Flores do Campo para reintegração de posse, ainda não há políticas públicas definidas para a remoção dos atuais ocupantes. A reunião entre a Prefeitura de Londrina, os moradores e entidades que os representam terminou na manhã desta terça-feira (20) com outra reunião marcada, justamente para discutir o que fazer com as famílias. O encontro será realizado na sede da Cohab, às 10h desta quarta (21). Com isso, a desocupação permanece suspensa.
Na manhã desta terça, o prefeito Marcelo Belinati (PP) afirmou que, mesmo tendo procurado a Caixa e a Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná), não tem uma solução para o impasse das famílias. Na reunião, uma das proposições foi repassar algum terreno para que os moradores possam se mudar, mas Belinati disse que só pode ceder se outras instituições envolvidas se responsabilizarem pela infraestrutura. "Creio que dessa reunião possa surgir alguma proposta que permita que façamos a desocupação efetiva da Flroes do Campo", disse em entrevista à Rádio Alvorada.
Belinati informou, ainda, que o número de pessoas em ocupações subiu de 300 famílias em 2012 para 4,5 mil em 2016 e que, neste período, não houve políticas de habitação popular para suprir a demanda.
O Residencial Flores do Campo foi ocupado por mais de 300 famílias sem-teto em outubro de 2016, depois que o empreendimento, financiado com recursos do Minha Casa, Minha Vida, foi abandonado pela construtora antes de ser concluído. Ante uma iminente reintegração de posse em novembro de 2017, a Justiça Federal suspendeu a execução por 90 dias, para dar prazo para que o poder público e os responsáveis pelo empreendimento apresentassem uma destinação digna para as famílias.
O prazo acabou no dia 21 de fevereiro, mas o juiz federal disse que ouviria as partes antes de permitir a desocupação, de modo a garantir a dignidade dos moradores.


