UEL SOLIDÁRIA -

UEL pede doações para ajudar famílias da zona norte de Londrina

Programa UEL Solidária foi criada no início da pandemia de coronavírus; arrecadação caiu drasticamente

Reportagem local
Reportagem local

 

Vista Bela, zona norte de Londrina
Vista Bela, zona norte de Londrina | Roberto Custódio - 03/2020
 



Os integrantes do Programa UEL Solidária realizam campanha para arrecadar doações e ajudar famílias carentes do Jardim Itapoã e do Residencial Vista Bela, na zona norte de Londrina. Os moradores são selecionados e indicados pelos assistentes sociais das Unidades Básicas de Saúde. O programa foi criado por professores da Universidade Estadual de Londrina logo no início da pandemia do novo coronavírus (em março de 2020). 


Segundo Ana Patrícia Pires Nalesso, chefe de departamento e professora do curso de serviço social, a iniciativa começou bem no início da pandemia – quando os números de casos e infectados ainda eram irrisórios, mas as medidas de restrição de circulação já afetavam os bolsos dos informais. No primeiro trimestre, de abril a julho, foram distribuídos cerca de 70 vales (de R$ 100), 35 para cada região. “Em maio, conseguimos agregar kits de higiene, com álcool em gel, água sanitária e outros produtos para prevenção do contágio”, ressalta. Com o avançar da pandemia, as arrecadações e, consequentemente, as famílias beneficiadas foram caindo.


O programa recebia, em média, R$10 mil mensais no início.  Desde o fim de 2020, o valor gira em torno de R$500 a R$1 mil mensais. “É uma redução brutal. Antes, também conseguíamos contribuir com vale-gás, fraldas e outros produtos, além de ajudar estudantes da UEL que precisavam de doações. Hoje não conseguimos mais”. lamenta a professora.  De janeiro em diante, a situação só piorou. Em fevereiro somente 10 famílias foram atendidas e, em março, a expectativa do grupo é fechar, com sorte, em 20 núcleos familiares atendidos.


Leia também: 

Como a pandemia, a fome também avança no Brasil

Geladeira Solidária em Cambé oferece alimentos a quem precisa


MULHERES

A maioria das famílias no cadastro é chefiada por mulheres. Muitas são empregadas domésticas, mas também há vendedores ambulantes, catadores de material reciclável e trabalhadores do setor da limpeza terceirizados. Parte significativa perdeu os empregos. “Encontramos casos de famílias sem renda alguma. Uma mulher visitada recentemente disse que fazia em média cinco faxinas por semana. Agora, faz apenas uma”, comenta Nalesso.


Outro dado preocupante é que o alto número de mortes diárias impacta, também, economicamente essas famílias. “Existem casos de famílias que tiveram um membro idoso que recebia o Benefício de Prestação Continuada e morreu. A família inteira perdeu o dinheiro”, comenta. Casos em que crianças têm de ser cuidadas por vizinhos, devido à internação das mães ou pais (às vezes dos dois), também são muito frequentes. 


SERVIÇO - Para impulsionar as doações, o Programa UEL Solidária lançou a “Campanha dos 30”, que consiste na doação de R$30 pela chave PIX do grupo: [email protected] No entanto, são aceitas doações de qualquer valor.



Receba nossas notícias direto no seu celular! Envie também suas fotos para a seção 'A cidade fala'. Adicione o WhatsApp da FOLHA por meio do número (43) 99869-0068 ou pelo link wa.me/message/6WMTNSJARGMLL1


Como você avalia o conteúdo que acabou ler?

Pouco satisfeito
Satisfeito
Muito satisfeito

Últimas notícias

Continue lendo