Uma cerimônia na manhã desta quarta-feira (5) marcou a inauguração oficial das obras de modernização no Terminal Urbano Central de Transporte Coletivo de Londrina. As duas entradas da estação (pelas Avenida São Paulo e Rua Professor João Cândido) foram reformadas e contam, agora, com totens de autoatendimento. Assim, o usuário pode recarregar sozinho o cartão de transporte e fazer o pagamento pelo Pix ou pelos cartões de crédito e débito.

Neste momento, apenas a modalidade por Pix está ativa e em cerca de 10 dias o equipamento deve ser habilitado para as demais funções. Rogério Martins, diretor executivo da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina, informou que os totens de autoatendimento também devem ser instalados nos demais terminais de Londrina logo após um período de testes no Terminal Central.

Iluminação

A reforma no Terminal Central custou pouco mais de R$ 1,2 milhão e foi paga pelas concessionárias do transporte coletivo da cidade. Rogério Martins informou que, além da modernização das portarias, foi refeita a iluminação, já que o local era alvo de reclamações por ser mal iluminado. Ele também pontua que as entradas ficaram mais confortáveis para os trabalhadores que atuam no atendimento aos passageiros.

O diretor afirma que o valor gasto com a obra não vai impactar no valor da passagem paga pelos usuários, já que os custos já estavam previstos no contrato.

Mais câmeras de monitoramento

A reforma também incluiu a instalação de novas câmeras de monitoramento. Ao todo, o Terminal Central conta agora com 147 equipamentos. Em todos os oito terminais, são 550.

As imagens das câmeras de todos os terminais vão direto para a central de monitoração, que fica no Terminal Central, de onde é possível acompanhar a movimentação e acionar as forças de segurança caso seja necessário. “Isso dá a condição de a segurança agir imediatamente quando acontece qualquer ocorrência. Então hoje nós podemos falar que os terminais são locais extremamente seguros para os usuários do transporte”, garante.

Imagem ilustrativa da imagem Terminal Central de Londrina conta com totem de autoatendimento
| Foto: Jéssica Sabbadini

Melhorias na infraestrutura

O prefeito de Londrina, Tiago Amaral (PSD), disse que a revitalização busca melhorar as condições dos trabalhadores e também dos usuários. Ele ressaltou que também foi adicionado um sistema de som, em que autofalantes instalados pelo terminal trazem orientações sobre a chegada e partida dos ônibus.

Ele citou as obras de melhorias nas infiltrações do terminal, que estão em andamento pela Secretaria de Obras, assim como adiantou que o próximo passo deve ser resolver os problemas relacionados às escadas rolantes.

“Já estamos agora no processo de cotação, os valores estão sendo fechados para que, na sequência, a gente possa fazer a publicação desta licitação e comprar um novo sistema para essas escadas rolantes”, afirmou o prefeito.

Enquanto o prefeito concedia entrevista, uma passageira reclamou da situação do Terminal Milton Gavetti, na zona norte. Questionado sobre a previsão de reformas para os demais sete terminais do município, Amaral disse que a situação nos locais é precária e acrescentou que ainda tem muito o que ser feito. Ele não detalhou prazos e nem o que deve ser feito nos terminais.

Imagem ilustrativa da imagem Terminal Central de Londrina conta com totem de autoatendimento
| Foto: Jéssica Sabbadini

Valor da passagem

Questionado sobre um possível aumento no valor da tarifa, o diretor executivo da Grande Londrina afirmou que a empresa fornece os dados operacionais em relação ao transporte de passageiros no município, mas a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) é a responsável pela elaboração da planilha com os custos.

Tiago Amaral disse que essa é uma “grande preocupação” da prefeitura, já que, segundo ele, é impossível manter o valor do subsídio acordado no final de 2024 e destacou que é necessário aumentar o número de passageiros ou “repensar o sistema de transporte”. Com um custo anual aproximado de R$ 305 milhões, cerca de R$ 177 milhões devem ser subsidiados pelo município. Porém, o prefeito afirmou que ainda não é possível afirmar se o valor da passagem irá ser reajustado.

“A gente está avaliando como vamos enfrentar isso daqui para frente, usando a razão e pensando que o cidadão precisa realmente de uma resposta que não seja só sobrecarregar o bolso diretamente de quem utiliza o transporte coletivo, mas que ao mesmo também não pode ser sobrecarregar o “bolso dos impostos”, afirmou. “A gente precisa de uma revisão profissional em relação a esses números para que a gente possa achar uma solução”, aponta. A tarifa é de R$ 5,75.

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Manutenções na Rodoviária

Tiago Amaral disse que existe um projeto para a revitalização do Terminal Rodoviário de Londrina, que definiu como um “marco da arquitetura” projetado por Oscar Niemeyer. “A gente está providenciando essas manutenções periódicas, mas a gente sabe que a rodoviária está bem deteriorada, com problemas de vazamentos e outros tantos, como até mesmo as escadas rolantes que precisam ser melhoradas”, explica.

Segundo ele, o município está elaborando um projeto, que deve ser apresentado em breve. “É um projeto bem legal e que eu acredito que vai agregar muito para a cidade de Londrina”, complementa.

Questionado sobre ceder a administração da rodoviária para a iniciativa privada, ele se limitou a dizer que “é possível”. Ele acrescentou que a rodoviária está localizada no “coração de Londrina” e que a visão da prefeitura vai além de ser apenas um local utilizado como um terminal de passageiros, mas também como um “cartão-postal” do município.

Ônibus elétrico

Em relação aos testes feitos com o ônibus elétrico entre agosto e setembro, Rogério Martins, diretor executivo da Grande Londrina, explica que ele rodou por algumas linhas, mas ainda não há um relatório em relação à eficiência do veículo. “É um investimento altíssimo no carro elétrico se comparado ao carro convencional que nós temos hoje”, complementa.

Sobre a experiência do passageiro, ele diz que foi positiva, já que equipamentos mais modernos agradam os usuários. “Realmente é um ônibus mais silencioso, mas ele tem algumas deficiências operacionais em relação aos tipos de vias”, explica, dizendo que ainda precisam ser feitos estudos em relação à viabilidade do modelo elétrico na cidade.

Para os motoristas, a avaliação também foi positiva, mas o diretor garante que os veículos elétricos à combustão são muito semelhantes em quesitos como dirigibilidade.

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