Sobe para 7 número de mortes em decorrência de tornados no Paraná
Homem de 70 anos era de Rio Bonito do Iguaçu e sofreu estresse pós-trauma; rede de atendimento às vítimas é formado por 400 profissionais
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terça-feira, 11 de novembro de 2025
Homem de 70 anos era de Rio Bonito do Iguaçu e sofreu estresse pós-trauma; rede de atendimento às vítimas é formado por 400 profissionais

A Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) confirmou nesta terça-feira (11) mais uma morte relacionada ao tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu (Centro-Sul), na última sexta-feira (7). José Eronides de Almeida, 70, faleceu na manhã de sábado (8) manhã na Unidade de Saúde Central, após sofrer uma insuficiência cardíaca aguda.
De acordo com a Sesa, o idoso não chegou a ser encaminhado para o sistema regulado. A situação foi informada pelo município de Rio Bonito do Iguaçu e enquadrada como estresse pós-trauma no contexto do tornado.
Internados
Nesta terça-feira (11), seguem internados 20 pacientes: 11 em Guarapuava, sendo 4 no Hospital São Vicente de Paulo e 7 no Hospital Santa Tereza. Outros 6 pacientes estão em Laranjeiras do Sul: 3 no Hospital São Lucas e 3 no Instituto São José. No Hospital Universitário de Cascavel permanecem 3 pessoas. Foram 835 atendimentos ao todo.
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Rede de serviços
Uma grande rede de serviços de saúde foi formada para os atendimentos às vítimas do tornado. A Sesa atende, desde os primeiros momentos, com profissionais, ambulâncias, insumos e prestando todo o apoio às vítimas e aos envolvidos. São pelo menos 400 profissionais, entre socorristas do Samu e trabalhadores nas unidades hospitalares.
O plantão da médica Cinthia Keli Romariva no Instituto São José de Laranjeiras do Sul seguia a normalidade na sexta-feira (7). Ela encerraria o turno às 19h, mas faltando uma hora para o término, o hospital foi comunicado de um evento traumático muito grande em Rio Bonito do Iguaçu.
“Temos pessoas da equipe que moram em Rio Bonito e fomos avisados da situação. Imediatamente, nos mobilizamos e convocamos equipe de enfermagem, corpo clínico, cirurgião, ortopedista e pediatra. Foi tudo muito rápido, porque na sequência já começaram a chegar os primeiros pacientes, inclusive seis vítimas vieram de carro próprio", relatou.
Segundo a médica, eles ainda não tinham ideia da proporção que a situação iria tomar. “Começaram a chegar ambulâncias do Samu, dos bombeiros e vans com várias pessoas machucadas. Estava chovendo muito naquela hora, as pessoas chegavam molhadas, embarradas, assustadas e de pé descalço”, contou.
A médica ainda contou que o hospital estava lotado de pacientes clínicos e pediátricos, da rotina do dia a dia mesmo, e diante disso, priorizou dar alta médica para os paciente que já poderiam ir para casa e dessa forma liberar leitos para as vítimas que precisavam de internamento.
“Nosso hospital é antigo e por conta da infraestrutura fragilizada pela idade, somado a chuva que caiu ocorreram goteiras no corredor. Foi muito chocante, parecia um cenário de guerra. Mas, todos que chegaram feridos foram atendidos”, afirmou.

'Primeira impressão foi assustadora'
Com 22 anos de profissão, o ortopedista Fabiano Stel de Azevedo, que trabalha no Hospital São Lucas em Laranjeiras do Sul, contou que nunca tinha atuado em uma situação dessa magnitude. “Com o volume de pacientes e intensidade de traumas foi a primeira vez”, disse.
Ele não estava de plantão na sexta-feira, mas diante da gravidade da situação foi acionado, assim como todos os demais colegas. “Quando cheguei ao hospital a primeira impressão foi assustadora. Tinha muita gente machucada do lado de fora e ao entrar no pronto socorro vi que a situação era de catástrofe”, relembrou. “Tive que fazer uma triagem para escolher quem seria operado primeiro”.
O ortopedista realizou 5 cirurgias e cerca de 15 atendimentos de fraturas menos graves. “Entre 18h de sexta-feira e 1h de sábado, no nosso hospital foram mais de 100 atendimentos”, destacou.
Apesar da tristeza pela gravidade da situação, o médico comentou que foi gratificante ver a união de médicos, enfermeiros, funcionários e voluntários. “Todos que estavam na cidade foram ao hospital para ajudar. Voluntários que não faziam parte do corpo clínico se apresentaram”, comentou. “E também todo o suporte que a 5ª Regional de Saúde, a Sesa e o município deram ao hospital foi fundamental”.
(Com informações da Agência Estadual de Notícias)


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