Prefeitura deve recapear 120 mil m² de vias em Londrina até o fim do ano
Serviço começou nesta quarta-feira na Gleba Palhano, com trânsito já interditado; na próxima semana o recape deve ser executado na zona oeste
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quarta-feira, 01 de outubro de 2025
Serviço começou nesta quarta-feira na Gleba Palhano, com trânsito já interditado; na próxima semana o recape deve ser executado na zona oeste

Cerca de 120 mil metros quadrados de vias de Londrina, divididos entre 16 ruas e avenidas, serão contemplados com o novo pacote de recape asfáltico da Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação. As diferentes regiões de Londrina serão atendidas até o fim do ano, sendo que a primeira etapa do trabalho começou nesta quarta-feira (1º) na Gleba Palhano, zona sul.
Quatro ruas que nunca receberam o serviço foram interditadas pela CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) e só comportam acesso local aos trechos. Conforme o secretário de Obras, Otávio Gomes, à medida que os prédios foram surgindo, “as construtoras abriram diversos rasgos no asfalto, que receberam apenas remendos”, mencionando também o alto fluxo de veículos que desgastou o pavimento ao longo dos anos.
Serão recapeadas as ruas Caracas (entre a Avenida Ayrton Senna da Silva e Rua João Wyclif); Ernâni Lacerda de Athayde (entre a Ayrton Senna e João Wyclif); João Huss (entre a Ayrton Senna e João Wyclif); e a própria João Wyclif (entre a João Huss e Avenida Madre Leônia Milito).
O serviço tem custo de R$ 1,3 milhão e deve ser concluído entre 6 e 10 dias, dependendo das condições meteorológicas, começando pela Rua Caracas. Os recursos são do Finisa, programa de financiamento da Caixa destinado a estados e municípios para investimentos em infraestrutura e saneamento.
Desafogar o trânsito
O bairro foi escolhido para inaugurar o pacote para que não haja desperdício de tinta quando forem iniciadas as alterações no tráfego previstas para a área, de acordo com a secretaria.
A rua João Wyclif, que segue do Lago Igapó 2 até o semáforo para o cruzamento com a Madre Leônia Milito, comporta duas faixas trafegáveis e uma terceira que divide as pistas. Com base em demandas da CMTU e de uma escola localizada na rua, o Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) projetou uma terceira faixa trafegável e mudanças nas sinalizações horizontais e verticais.
O objetivo é desafogar o trânsito em frente ao colégio, com duas faixas descendo sentido Igapó e uma subindo sentido Madre Leônia. Alexander Hulsmeyer, arquiteto e diretor de Trânsito e Sistema Viário do IPPUL, informou que o projeto já foi finalizado e encaminhado à CMTU, que define a execução e seu prazo.

O que mais está previsto
O recape segue para a Rua das Indústrias, no Cilo III, zona oeste, na próxima semana. A previsão é que a via seja interditada parcialmente, para que o serviço seja feito em sua totalidade por equipe própria da Secretaria de Obras. O asfalto apresenta buracos e textura “craquelada”, com trincas conhecidas como couro de jacaré.
No centro, ruas que fazem parte do trajeto de ônibus do transporte público também serão contempladas. O trabalho vai atender, ainda sem data certa para o início, as ruas Sergipe, entre as avenidas Leste-Oeste e Higienópolis, e a Rua Benjamin Constant, entre as avenidas Juscelino Kubitschek e Leste-Oeste. O serviço integra um convênio de R$ 30 milhões com o Paranacidade, do governo do Estado, que contemplou diversas vias desde seu início em 2023.
Uma moradora da região, que preferiu não se identificar, dirigiu pela Benjamin Constant na tarde desta terça (30) e reclamou que as ruas próximas ao Terminal Central “estão ruins demais", contando que "o carro treme todo” ao passar.
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Tramitação em fase final
Com outro pacote do Paranacidade, que tem valor de R$ 5 milhões, mais nove vias devem ser recapeadas até o fim do ano. A Prefeitura informou que a tramitação dos documentos está em fase final, com projetos prontos e recursos disponíveis.
Serão atendidas: Rua Luiz Dias, entre as avenidas Duque de Caxias e Bandeirantes; Rua Comandante João Ribeiro de Barros, entre as avenidas Santos Dumont e Salgado filho; Rua Argôlo Ferrão, entre a Rua Peru e Avenida Duque de Caxias; Avenida José de Alencar, entre as avenidas Tiradentes e Leste-Oeste; Avenida Aminthas de Barros, entre a Rua Joaquim de Matos Barreto e a Avenida Higienópolis; Avenida Curitiba, entre a rodovia Carlos João Strass e a rotatória da Rua Pedro Pescador; Rua Brasil, entre as avenidas Duque de Caxias e Juscelino Kubitschek; Avenida José Ventura Pinto, entre a Avenida das Américas e Rua Fausto Nicácio Sampaio; e Rua Eça de Queiroz em toda a sua extensão.
Como pedir o serviço
Munícipes que queiram reclamar à Prefeitura sobre a condição viária de onde moram, solicitando serviços de recape asfáltico e tapa-buracos, devem procurar a Secretaria de Obras. Para o contato presencial, podem ir até a Praça de Atendimento da pasta, no piso térreo da sede da Prefeitura, das 12h às 18h. Também podem ligar no 3372-4217 ou enviar um e-mail ao atendimento.obraslondrina.pr.gov.br.
Já se a reclamação for sobre um pedido não atendido ou um serviço mal executado, o canal oficial é a Ouvidoria Geral do Município, que atende pelo 162. O canal registrou, de janeiro até junho, seis reclamações sobre a conservação viária no total.
Usina de Asfalto
Em fevereiro, a Usina de Asfalto de Londrina, localizada na zona sul, retomou a produção após quatro meses sem funcionar, devido à falta de matéria-prima. Na época do retorno à normalidade, Otávio Gomes explicou que o material produzido é usado em recapes, novas pavimentações feitas pela Prefeitura e na manutenção emergencial das vias, como em operações tapa-buracos.
Com a alta capacidade de produção, sendo 600 toneladas de massa asfáltica por dia, Gomes completou que existia a possibilidade de comercialização do material para empreiteiras contratadas, via licitação, pelo Município.
À reportagem, nesta terça, o secretário informou, via assessoria, que a Usina “está funcionando a todo vapor depois da recuperação dos equipamentos, em capacidade total”. Atualmente, o material é fabricado somente para uso da própria Secretaria, “seja para tapa-buracos ou pequenos recapes em trechos de avenidas”.
(Com N.Com)


Heloísa Gonçalves
Repórter com atuação em Educação, Saúde e Cidades.





