Prefeitura de Londrina dá início a nova etapa de limpeza no antigo IBC
Retirada de resíduos de MDF deve durar alguns dias; Município prepara leilão com 14 mil itens estocados no barracão
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quarta-feira, 30 de julho de 2025
Retirada de resíduos de MDF deve durar alguns dias; Município prepara leilão com 14 mil itens estocados no barracão

O que um dia já armazenou toneladas e toneladas de ‘ouro verde’, hoje é lar de uma imensidão de móveis, eletrônicos, veículos e outros tantos inservíveis. A Prefeitura de Londrina deu início nesta quarta-feira (30) a mais uma etapa da limpeza e organização do antigo barracão do IBC (Instituto Brasileiro de Café), na zona oeste, que há 20 anos serve de depósito de inservíveis do Município.
Estão sendo retirados resíduos de MDF (material feito a partir de fibras de madeira e resinas sintéticas) por uma empresa especializada, já que o material contém produtos químicos que podem trazer prejuízos ao meio ambiente e aos seres humanos. O controlador-geral do município, Guilherme Arruda, explica que o material precisa de uma destinação correta. O valor do serviço é custeado pela prefeitura.
No vão destinado à passagem das locomotivas durante a época de ouro do café, os caminhões entram para retirar as caçambas cheias do material. O trabalho, segundo o controlador, ainda deve seguir por alguns dias. “Está longe de se resolver o problema do barracão, a gente sabe disso, mas nós temos servidores que têm feito um trabalho sensacional aqui dentro do IBC”, afirma.
Pela manhã, não havia ainda como contabilizar a quantidade de MDF a ser retirada, mas era possível verificar que o barracão continuará cheio. São itens e mais itens amontoados por todos os cantos. Ao caminhar pelo local, era necessário tomar cuidado para evitar pisar em madeiras com pregos ou trombar em alguma pilha de móveis.
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Leilão previsto para setembro
Arruda aponta que muitos dos itens já estão alocados há tempos no barracão, o que torna o processo de destinação mais burocrático. “A gente tem que seguir esses ritos processuais”, frisa. Materiais inservíveis, como no caso do MDF, vão ser descartados de maneira correta. Outros, que podem ser reaproveitados, vão ser leiloados pelo município.
O leilão de bens móveis deve acontecer já na primeira quinzena de setembro. Ao todo, mais de 14 mil itens devem ser comercializados, sendo 7,3 mil móveis de escritório e sucatas, 3,6 mil pneus e peças automotivas, 2,6 mil eletrônicos, entre outros materiais.
O barracão de cerca de 48 mil metros quadrados é de propriedade do Governo Federal. Segundo o controlador, o município já deu início às tratativas para que o imóvel possa ser utilizado pela prefeitura. A expectativa é de que o local, após toda a organização e limpeza, sirva como um centro de logística.

Ônibus parados no estacionamento
Além de todos os itens já mencionados, pelo menos 10 ônibus também estão parados no estacionamento do barracão. Os veículos foram adquiridos com recursos do Governo Federal em 2014 e só podem ser utilizados na pasta da Educação, mas não há demanda no município por terem estrutura específica para transportar estudantes com algum tipo de deficiência. Cada um deles rodou por, no máximo, dois mil quilômetros. “Nós agora vamos estudar a viabilidade de fazer um leilão ou encaminhar a alguma associação”, explica o controlador-geral.
Ele alerta que ainda há um protocolo a ser seguido. Os veículos não devem ser utilizados pelo município, já que, de acordo com Arruda, o investimento para a alteração estrutural é muito alto.
Pelo fato de a aquisição ser fruto de dinheiro público, ele garante que a Corregedoria deve começar a apurar se houve algum indício de ilegalidade. “O porquê eles foram adquiridos e o porquê tantos ônibus foram adquiridos.”


Jéssica Sabbadini
Repórter com atuação na cobertura local.


