O prefeito Marcelo Belinati assinou, nesta sexta-feira (29), o Termo de Parceria com a Associação Flavia Cristina para implantar o serviço de Residência Inclusiva. O projeto visa destinar três imóveis com capacidade para acolher até dez pessoas com deficiência que não tenham apoio familiar nem condições de se sustentar. No total, serão 30 vagas e a expectativa é de que o serviço passe a funcionar a partir de março.

Termo foi assinado por Belinati e pela secretária Jacqueline Micali
Termo foi assinado por Belinati e pela secretária Jacqueline Micali | Foto: Vivian Honorato/N.Com

“Esse trabalho vai consistir na criação de casas específicas com trabalho muito bem pensado, com especialistas para promover a inclusão das pessoas com deficiência, seja no trabalho, no estudo, no conforto, na qualidade de vida. É um gesto de amor de Londrina para com as pessoas com deficiência, que vai se tornar um grande modelo para todo o Brasil”, fala Belinati.

A solenidade realizada no gabinete do prefeito contou com a presença da diretora-geral da Associação Flávia Cristina, Cibele Hencklain Blaauw, e da secretária municipal de Assistência Social, Jacqueline Micali. “É um avanço enorme cumprir a função social do que se diz respeito aos mais vulneráveis e muitas vezes aqueles que ficam esquecidos. É mais de R$ 1 milhão por ano para atendimento a 30 pessoas, então pensa o quanto isso significa. É um desprendimento, um olhar por essas pessoas no sentido de dizer que elas têm vez, têm voz e que o município cuida daqueles que são mais vulneráveis”, menciona a secretária.

Micali explica que a Residência Inclusiva, voltada a pessoas com deficiência, é diferente da Residência Terapêutica, que é um serviço da Saúde, em que são atendidas as pessoas com transtornos psiquiátricos. Os moradores da Residência Inclusiva terão acompanhamento de diversos profissionais, como terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, psicólogos, cuidadores e um coordenador para gerenciar a casa. Poderão viver no local pessoas entre 18 e 59 anos que tenham dificuldade acentuada em autocuidado, na rotina diária e para se sustentar.

A secretaria já possui cadastro de pessoas que se encontram nesta situação, mas haverá uma central de vagas e encaminhamento. Os moradores serão selecionados por meio de uma avaliação multidisciplinar. “Nós temos, por exemplo, crianças que estão no acolhimento desde bebê e quando se tornam adultas não têm para onde ir. Então, esse serviço também vem para atender essas pessoas e aqueles que em um dado momento, a família precisa se organizar devido a outras vulnerabilidades”, acrescenta Micali.

A moradia pode ser vitalícia ou temporária, mas o objetivo é que, com o passar do tempo, os moradores possam desenvolver autonomia para realizarem suas atividades sozinhos, como estudar, trabalhar e fazer suas escolhas. Durante o período de estadia, haverá trabalho no fortalecimento de vínculos familiares que estejam rompidos ou fragilizados.

A diretora-geral da associação Flávia Cristina acredita que o serviço é uma forma de garantir os direitos das pessoas com deficiência. “O projeto da Residência Inclusiva é único e inédito no município de Londrina e vem romper com a prática da segregação, do isolamento e institucionalização da pessoa com deficiência. E propõe moradias dentro da comunidade para que eles possam exercer a sua cidadania, o direito de ir e vir, e tenham respeitados todos os seus direitos”, defende.

Blauuw menciona que a implantação da primeira casa será a partir de março e que já existe uma equipe formada por coordenador, assistente social, psicólogo, terapeuta ocupacional e cuidadores para assistir esse processo de autonomia da pessoa com deficiência.

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