Um ônibus da TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina) foi incendiado perto das 23h desta quarta-feira (2) na rua Francisco de Assis Ruiz, no conjunto Luiz de Sá, zona norte de Londrina. As chamas foram ateadas de maneira criminosa, como sustenta a Polícia Militar. Segundo o major Ricardo Eguedis, da 4ª Companhia Independente, três pessoas teriam praticado o atentado. "Um deles ordenou que o motorista parasse. Os outros dois expulsaram os passageiros e espalharam combustível pelo veículo", disse.

Ninguém ficou ferido no incêndio, mas não sobrou nada do ônibus. Eguedis informou que os suspeitos ainda não foram identificados. "Eles fugiram para o meio do mato e não foram mais vistos". Porém, o oficial está convicto que o ataque tem relação com a morte de Éder Leonardo Damásio Amador, 26 anos, registrada durante um confronto com policiais da Companhia de Choque do 5º Batalhão também nesta quarta. O caso aconteceu às 10h na esquina da avenida Gines Parra com a rua Maria José da Silva, no Maria Cecília, zona norte.

O rapaz dirigia um Honda Fit preto quando teria trocado tiros com os PMs. "Ele tinha uma arma de fogo e várias porções de droga. Foi atendido pelo Siate, mas morreu no local", explicou o major. Éder será sepultado nesta quinta no Cemitério Jardim da Saudade, na avenida Saul Elkind, às 17h.

Não é a primeira vez que criminosos incendeiam veículos do transporte coletivo por causa da morte de comparsas. Em agosto deste ano, a Justiça condenou cinco pessoas que destruíram um ônibus da TCGL no Jardim Bandeirantes, zona oeste, em fevereiro de 2019. A Polícia Civil desvendou que o vandalismo tinha ligação com a morte de Luiz Carlos Segantin Soares, assassinado dois dias antes. Na sentença, o juiz da 5ª Vara Criminal, João Henrique Coelho Ortolano, descreveu que a situação também era uma retaliação às abordagens da Polícia Militar.

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