Parceria amplia atendimentos ortopédicos na região de Londrina
Ministério da Saúde investiu R$ 13,8 milhões em ambulatório da Uniorte, que vai atender pacientes dos 21 municípios da 17ª RS
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quarta-feira, 09 de setembro de 2026
Ministério da Saúde investiu R$ 13,8 milhões em ambulatório da Uniorte, que vai atender pacientes dos 21 municípios da 17ª RS

Uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Uniorte, por intermédio da Secretaria de Saúde de Londrina, vai ampliar as consultas e cirurgias ortopédicas para todos os 21 municípios da 17ª Regional de Saúde. A parceria foi oficializada na manhã desta quarta-feira (9) e contou com representantes do Ministério da Saúde na sede do ambulatório, que fica na Rua Valparaíso, 36, na zona sul.
A expectativa é de oferecer, no primeiro momento, 400 consultas e 100 cirurgias por mês na tentativa de desafogar a fila de espera, que hoje é de 27 mil pessoas apenas em Londrina. o diretor do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, Rodrigo Oliveira, explica que a ortopedia é uma das áreas com mais demanda de consultas e procedimentos cirúrgicos.
A ortopedia, de acordo com o diretor, enfrenta três grandes filas: a mais complexa e que acaba demorando mais é a de coluna, seguida das duas mais longas, que são do joelho e do quadril.
“Por causa da idade, você tem um desgaste do joelho e do quadril e precisa colocar uma prótese no lugar da estrutura óssea. Essa é uma fila grande e são procedimentos caros”, explica Oliveira, citando que o Ministério da Saúde quadruplicou o valor pago pelo procedimento, em relação à tabela do SUS (Sistema Único de Saúde), para atrair hospitais privados que desejam complementar o atendimento particular com pacientes do sistema público.
Além de Londrina, a 17ªRS é composta pelos seguintes municípios: Alvorada do Sul, Assaí, Bela Vista do Paraíso, Cafeara, Cambé, Centenário do Sul, Florestópolis, Guaraci, Ibiporã, Jaguapitã, Jataizinho, Lupionópolis, Miraselva, Pitangueiras, Porecatu, Prado Ferreira, Primeiro de Maio, Rolândia, Sertanópolis e Tamarana.
Situação se agravou com pandemia
O investimento para que o ambulatório pudesse dar início aos atendimentos foi de R$ 13,8 milhões, exclusivamente do Governo Federal. As filas para procedimentos considerados eletivos, segundo o diretor, já vinham crescendo em todo o Brasil, mas se agravaram com a pandemia de Covid, já que todo o atendimento foi direcionado para os pacientes com a doença.
Antes da pandemia, em 2019, foram atendidas cerca de 10 milhões de pessoas; no ano seguinte, em 2020, foram apenas 4,5 milhões e em 2021, 5,5 milhões de pessoas. “Era uma fila que estava crescendo e, por conta do enfrentamento da pandemia, a gente colocou mais 10 milhões de pessoas na fila”, detalha.
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O programa Aqui Tem Especialistas, segundo Oliveira, vem para tentar reduzir cada vez mais essa fila e já conta, em Londrina, com atendimentos oftalmológicos nas carretas, onde são feitas as consultas, exames e, na sequência, as cirurgias para doenças como a catarata. Nos dois meses em que a carreta permaneceu em Londrina, foram realizados mais de dois mil procedimentos cirúrgicos.
27 mil na fila
A secretária de Saúde de Londrina, Vivian Feijó, explica que alguns pacientes estão na fila desde 2007 aguardando por um procedimento ortopédico. Ao todo, 27 mil estão na fila por uma consulta ou cirurgia ortopédica em todas as modalidades.
De início, a prioridade serão os 1,2 mil pacientes que já contam com a autorização para realizar a cirurgia, começando pelos procedimentos de joelho. Neste primeiro momento, não serão atendidos pacientes com problemas relacionados à coluna.

Atualização cadastral nas UBSs
Para os pacientes que aguardam por um procedimento ortopédico, Feijó pede que eles façam a atualização cadastral nas Unidades Básicas de Saúde, principalmente no caso de mudança do número de telefone ou de endereço. “Nós não conseguimos encontrar muitas das pessoas que estão na fila”, explica a secretária. A partir daí, os pacientes vão ser chamados para uma triagem, onde vão fazer os exames necessários, pela equipe da Uniorte.
O contrato, segundo ela, não tem prazo para ser encerrado. Feijó comemora o fato de o município de Londrina ter saído da 17ª posição no Paraná para a 1ª colação entre os municípios que mais realizam cirurgias eletivas.
“No pós-pandemia houve um represamento muito grande de pacientes eletivos e agora a nossa obrigação e desejo é atender a todos e dar uma resposta eficiente e mais rápida para a população”, complementa.
Outras especialidades
O prefeito de Londrina, Tiago Amaral (PSD), adiantou que já está em andamento uma nova parceria para ampliar os atendimentos para outras especialidades, como a otorrinolaringologia.
“Tudo indica que nós teremos uma próxima etapa ligada a esses problemas da otorrino”, afirma. “Tem outras demandas, tem outras necessidades, mas tudo está dentro de um planejamento, de uma estratégia, para a gente ir resolvendo uma a uma dessas demandas de forma contínua”, reforça.


Jéssica Sabbadini
Repórter com atuação na cobertura local.




