Sustentabilidade e foco nas pessoas serão o eixo das cidades inteligentes
27º EncontrosFolha trouxe a Londrina o amadurecimento do debate sobre quais condições tornam uma cidade, de fato, inteligente
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de setembro de 2026
27º EncontrosFolha trouxe a Londrina o amadurecimento do debate sobre quais condições tornam uma cidade, de fato, inteligente
Simoni Saris e Lúcio Flávio Moura* 

Em uma das sessões do Fórum Urbano Mundial, realizado em maio na capital do Azerbaijão, Baku, os especialistas presentes convergiram para uma ideia que marca o amadurecimento do conceito de inteligência urbana.
A sustentabilidade e o foco nas pessoas devem reger a integração das novas tecnologias na gestão, reforçando a capacidade de respostas para riscos comuns do mundo contemporâneo.
Na ocasião, a economista paulistana Anacláudia Rossbach, diretora do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, a ONU-Habitat, disse que a transformação digital das cidades inteligentes deve priorizar os seus cidadãos, garantindo a centralidade dos direitos humanos, inclusão e equidade.
Por sua vez, o russo Dmitry Maryasin, da Comissão Econômica da ONU para a Europa, afirmou que a transição do conceito segue um caminho que não implica apenas a introdução de tecnologias digitais no cotidiano urbano, mas também “pelo bom planejamento, definição de prioridade e compreensão de como as infraestruturas estão interligadas”.
De acordo com a reportagem da agência de notícias da ONU, os presentes concordaram que o futuro das cidades inteligentes não será decidido por quem tem os maiores centros de dados ou sistemas de Inteligência Artificial, mas sim por quem elas são projetadas para servir, com base na inclusão, na confiança e na segurança.
O fato é que a discussão sobre smart city está mais viva do que nunca em tempos nos quais fenômenos tecnológicos como a escalada da Inteligência Artificial passam a disputar atenção com agendas climáticas e humanitárias que desafiam o status quo.
Futuro das cidades
Em Londrina, o tema voltou a captar a atenção de um auditório lotado no Centro de Eventos do Aurora Shopping, na última quinta-feira (3). A 27ª edição do EncontrosFolha, intitulada “Urbanismo, Gestão e Sustentabilidade no Desenvolvimento de Cidades Inteligentes”, reuniu quatro especialistas numa programação com três palestras e um debate final.
“Não estamos aqui apenas para falar sobre o futuro das cidades. Estamos aqui para discutir como transformar essa missão em ações concretas, em como sair do discurso para a prática, como fazer com que Londrina e outras cidades estejam preparadas para crescer de forma mais justa, mais sustentável, mais inovadora e mais humana”, proclamou José Nicolás Mejia, o CEO do Grupo Folha de Londrina, na abertura do evento.
Em suas apresentações na 27ª edição do EncontrosFolha, os painelistas Olivia Orquiza de Carvalho Zara, arquiteta e urbanista, e Roberto Panzarani, professor de governo da inovação tecnológica na Universidade Católica em Roma, destacaram um conjunto de cidades ao redor do planeta cujas práticas confirmam seu alinhamento aos preceitos que regem uma cidade inteligente. Amsterdã, Helsinque, Sydney, Málaga, Singapura, Seul, Barcelona e Dubai são alguns dos exemplos citados.
O Brasil ainda engatinha, mas no Paraná já são perceptíveis alguns avanços em Curitiba e Londrina. O desafio é fazer com que a sustentabilidade deixe de ser apenas um discurso e uma diretriz dentro do planejamento e passe a integrar a rotina da gestão municipal. “A gente precisa agir mais. Sair um pouco mais do mundo teórico do discurso e conseguir colocar esse discurso mais em prática no dia a dia da gestão dos municípios”, disse a arquiteta e urbanista Orquiza.
Dentro do conceito de Cidade Inteligente 3.0, a construção de núcleos urbanos mais sustentáveis é focada na participação social, talvez o principal ponto em comum identificado por Panzarani em suas andanças pelo mundo. O processo ocorre de baixo para cima, com a própria comunidade apontando suas demandas prioritárias e participando ativamente da criação de soluções.

As experiências inovadoras bem-sucedidas coletadas pelo italiano estão reunidas em seu livro “Innovation City”, lançado no último mês de junho, na Itália. Entre elas, Panzarani identificou uma característica em comum: o envolvimento da população no desenvolvimento dos projetos para o futuro. “Hoje em dia, se você quer ser competitivo, especialmente com a tecnologia que está evoluindo a essa velocidade, você precisa envolver o máximo do capital intelectual dentro da sua empresa. E é a mesma coisa na cidade”, destacou ele, que vê a liderança colaborativa como um grande e importante trunfo para o avanço das cidades inteligentes.
Pesquisa e planejamento
Outro cidadão do mundo, o pernambucano Thomaz Ramalho, graduado na icônica FAU/USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo), mestre com estudos em Veneza, ex-funcionário da ONU no continente africano e consultor em projetos desenvolvidos na Ásia e na Europa, é um dos cérebros que estão por trás da excelência do Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), onde ele ocupa o cargo de diretor de planejamento.
Coordenador geral da proposta do Plano Diretor da capital, que deve ser votado pelos vereadores ainda este ano, ele defendeu a importância de institutos de pesquisas e planejamento no âmbito dos municípios como um moto-perpétuo da inteligência urbana e acrescentou uma vantagem extra à discussão profunda sobre uma cidade nesta era de extremos.
Segundo ele, para construir a visão estratégica Curitiba 2050, foi preciso vencer o imediatismo da polarização ideológica que contaminou o debate público no Brasil, um “ringue” onde o termo diversidade é um palavrão para um grupo e a expressão liberdade econômica é palavrão para o outro grupo. “Ainda que desenhe cenários pessimistas e otimistas, as estratégias de longo prazo são ‘extremamente técnicas e objetivas’, um pragmatismo em busca de soluções para problemas que apenas vislumbramos”, ensinou o gestor.
`Megatendências’ influenciam estratégias na capital
Coordenada pelo Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), a proposta de revisão do Plano Diretor da capital está em discussão na Câmara de Vereadores e deve inaugurar um novo ciclo da mais bem sucedida história de planejamento urbano do País. O documento tem 351 artigos divididos em sete partes e lança mão dos conceitos de uma smart city para preparar a cidade até 2050.
As chamadas “megatendências” impactam a nova legislação, como se a cidade fosse refundada para enfrentar os desafios de um mundo dominado pela Inteligência Artificial, afetado pelo envelhecimento rápido da população e pelas mudanças já sentidas no clima, com um número maior de eventos extremos.
Um novo modelo de desenvolvimento será a base da nova legislação, com as políticas públicas buscando a descarbonização, a ocupação sustentável do espaço urbano, a qualidade de vida, a ecoeficiência e a resiliência.

Na palestra que proferiu no EncontrosFolha, Thomaz Ramalho, diretor de planejamento do Ippuc, detalhou as diretrizes da visão estratégica “Curitiba 2050” e defendeu o planejamento urbano de longo prazo como instrumento indispensável para manter a posição histórica da capital paranaense, referência global em sustentabilidade e inovação.
A apresentação destacou a integração entre parcerias público-privadas e a preservação do patrimônio histórico como motores essenciais para revitalizar a área central da capital e promover um ambiente urbano mais “inclusivo, resiliente e dinâmico”.
"Retrofits”
A modernização da governança participativa por meio da tecnologia é um elemento de inovação que deve marcar este novo ciclo. O IPPUC adotou a “gamificação” (ferramentas digitais lúdicas) e o uso da inteligência artificial para democratizar os debates sobre o futuro da cidade, reduzindo a polarização partidária e ideológica, informou Ramalho. “Esse modelo é fundamentado na metodologia dos cinco Ps. - pessoas, planeta, prosperidade, paz e parcerias. Também utilizamos o conceito de pedagogia urbana para alinhar a percepção pública à realidade estatística, utilizando dados de um software, um hipervisor, para mitigar visões distorcidas da população sobre os desafios da cidade”, detalhou o urbanista, coordenador geral do plano diretor.
Um exemplo desta visão integrada é o “Curitiba de Volta ao Centro”, programa lançado no ano passado pelo governo municipal e premiado este ano na categoria Desenvolvimento Urbano Sustentável e Mobilidade do Latam Smart City Awards, maior galardão para o urbanismo inteligente da América Latina. A política pública utiliza incentivos e análise de dados para revitalizar a área central.
Como amostra de como esta nova política de Estado atua, Ramalho mencionou a prioridade aos “retrofits”, que é a recuperação de imóveis antigos e abandonados, vetores da degradação de quarteirões inteiros.
Neste caso, a prefeitura atua como parceiro financeiro, com subsídios de até 25% para o custo da requalificação completa do imóvel e de até 50% para empreendimentos que criem comércio ativo no térreo. “Fachadas ativas geram movimento e segurança”, explicou.
O centro como espaço para moradias de interesse social também está previsto na nova política pública, reduzindo o tempo de deslocamento ao trabalho da população de baixa renda. “É preciso trazer as famílias mais pobres para viver na área central. Se o planejamento não agir, quem vai viver no centro será a população em situação de rua”, comparou. O programa propõe também o IPTU Inteligente, a troca do pagamento de imposto pela prestação de um serviço social. “Os proprietários de imóveis cedem o espaço para serviços de apoio à população vulnerável, um banheiro, por exemplo, ou permitem o uso por microempreendedores”.
Ramalho destacou ainda que o conceito do “urbanismo tático” é parte importante do programa, com ações que fecham vias para os carros aos domingos e o incentivo a eventos culturais em pontos e horários estratégicos. “Estas ações servem para dar um fôlego imediato e devolvem às pessoas o sentimento de pertencimento ao coração da cidade”, observa.
Liderança colaborativa e participação popular
É impossível desvencilhar a questão tecnológica das discussões sobre as cidades inteligentes. A tecnologia marcou o início da difusão desse conceito e agora, com a ampliação das ferramentas de IA (Inteligência Artificial), o desenvolvimento urbano ganhou mais uma camada de automação e complexidade. Porém, com a evolução do debate, surgiu um novo desafio, que é conjugar a inovação tecnológica com a inovação social.

Essa foi a principal questão apresentada por Roberto Panzarani, um dos painelistas da 27ª edição do EncontrosFolha. "A cidade inteligente não é somente a parte tecnológica. É uma governança inteligente, uma economia inteligente, uma vida inteligente, uma mobilidade inteligente e um meio ambiente inteligente para o futuro. Então, nessa complexidade, a colaboração da população vira um elemento muito importante."
Panzarani é autor do livro "Innovation City", lançado no último mês de junho, na Itália. A obra é resultado de suas andanças, coletando experiências inovadoras bem-sucedidas ao redor do mundo. Uma característica em comum identificada foi o envolvimento da população no desenvolvimento dos projetos para o futuro. Em encontros promovidos com seus habitantes, os governantes puderam descobrir ou aprofundar sua compreensão acerca dos recursos disponíveis a partir do conhecimento acumulado por profissionais como arquitetos, engenheiros e economistas.
"Hoje em dia, se você quer ser competitivo, especialmente com a tecnologia que está evoluindo a essa velocidade, você precisa envolver o máximo do capital intelectual dentro da sua empresa. E é a mesma coisa na cidade", destacou Panzarani, que vê a liderança colaborativa como um grande e importante trunfo para o avanço das cidades inteligentes.
Em algumas cidades, como Roma, capital italiana, olhar para o futuro sem abandonar o passado de quase três mil anos é um enorme desafio, assim como contornar problemas geopolíticos recentes em outros pontos do globo, como os conflitos no Leste Europeu e no Oriente Médio. "As guerras estão desencadeando problemas de energia e também vários outros, como a migração."
Panzarani conclui que conhecer a realidade de cada município, trocar ideias e compilar as melhores experiências é o mais importante no processo de desenvolvimento de cidades mais inteligentes. "Isso ajuda muito na capacidade transformativa, encontrar as melhores práticas de um governo associadas à experiência da cidadania. Acho que isso é o futuro."
Solução de problemas básicos
Uma cidade não pode ser chamada de inteligente se ela ainda não solucionou problemas básicos, como moradia e mobilidade.
Mesmo que usufrua das mais avançadas ferramentas tecnológicas, se as questões primárias persistem, a tecnologia corre o risco de se tornar apenas um disfarce para a desigualdade urbana. A inteligência de um município não se mede pela quantidade de dados que coleta, mas pela sua capacidade de transformar esses dados em dignidade e qualidade de vida para todos os seus habitantes.
Desde 2008, mais de 50% da população mundial vive em áreas urbanas e com base nas projeções atuais, até 2050 esse índice crescerá para 68%, estima a ONU (Organização das Nações Unidas). Se o modelo atual usado para projetar as cidades for mantido, a tendência é de alta do consumo de energia e das emissões de CO2 equivalente, agravando o efeito estufa.
No momento em que os impactos das mudanças climáticas saíram dos relatórios dos cientistas e passaram a fazer parte do cotidiano da população com frequência e intensidade cada vez maiores, é urgente planejar e executar ações de mitigação e prevenção de danos.

Incluído na Agenda 2030, o ODS 11 (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável) visa tornar as cidades e as comunidades mais sustentáveis. Coordenadora do ODS 11 no Napi (Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação) e ponto focal do ODS 11 no Paraná HUB, a arquiteta e urbanista Olivia Orquiza de Carvalho Zara aponta os problemas que afligem muitos municípios paranaenses. “Déficit habitacional, infraestruturas não resilientes, poluição do ar, desigualdade, congestionamento, ilhas de calor e governança sustentável insuficiente”, listou. “Apesar de o Paraná estar na frente da maioria dos estados, a gente ainda não conseguiu sair muito do discurso para a ação efetiva.”
Especificamente para Londrina, além de fortalecer a infraestrutura verde, aprimorar o plano diretor e priorizar ações viáveis dentro da capacidade financeira do município, ela aponta outros caminhos que poderiam conduzir a cidade para um futuro mais sustentável, como a gestão integrada de dados e o reforço da cooperação em quádrupla hélice, com a atuação conjunta da academia, poder público, iniciativa privada e sociedade.
“Londrina tem diversos grupos discutindo a questão da sustentabilidade e da cidade inteligente. Mas o que falta ainda, a meu ver, é a articulação de diversos setores”, avaliou Orquiza. “A gente precisa andar anos-luz para que a nossa participação seja efetiva.”
A especialista propõe criar conselhos dos ODSs e organizar os diferentes setores para que atuem juntos na criação e desenho das soluções. No Paraná, ela destacou o Polis (Programa de Promoção dos Objetivos Locais Integrados de Desenvolvimento Sustentável), criado em 2023, como uma iniciativa que avança nesse sentido.
‘Visão de longo prazo não significa deixar para resolver amanhã’
Londrina é um município que se destaca em medições independentes de inteligência urbana. Mas como elas são feitas?
Organizado pela Necta - empresa que gerencia uma plataforma de conexão entre governos, empresas e universidades; pela Urban Systems, uma consultoria estratégica de mercado que desenvolveu uma metodologia de ponderação de indicadores, processamento de dados e análise estatística de municípios; pela SPIn, empresa de consultoria de planejamento urbano; e pela Scipopulis, empresa de tecnologia voltada para análise de dados aplicado à mobilidade urbana sustentável, o ranking Connect Smart Cities é considerado um dos principais parâmetros para entender se um município está fazendo o “dever de casa” para se encaixar nas visões mais contemporâneas de desenvolvimento urbano.
A cesta de indicadores abrange 13 eixos: economia e finanças; governança; meio ambiente e mudanças climáticas; resíduos sólidos, esgotos e água; educação; habitação e planejamento urbano; mobilidade urbana; saúde, agricultura e segurança alimentar; telecomunicações; energia; inovação e empreendedorismo; população e condições sociais; e segurança.
A atualização do ranking deve ser publicada até o fim do ano. No mais recente, de 2025, Londrina figura no seleto grupo dos 10 melhores municípios com mais de 500 mil habitantes. Entre os que não são capitais com esta população, é o único fora do Sudeste (Niterói, Sorocaba e Campinas estão à frente).
O resultado empolga os ativistas da causa na cidade, mas há também uma sensação de que um sarrafo tão alto não permite relaxamentos.

A mediadora do EncontrosFolha, a engenheira civil Carolina Alvim, respondeu qual é o maior gargalo nos planos de desenvolvimento urbano e na melhoria destes indicadores. “Na minha visão, é transformar planejamento em execução. Muitas vezes, temos bons planos, bons diagnósticos e boas tecnologias, mas falta uma conexão clara entre a estratégia, o orçamento, os projetos e a execução”, diz uma das líderes do arranjo - ela é presidente da Icon, Governança da Construção Civil de Londrina, diretora do Clube de Engenharia e Arquitetura e membro da governança Londrina Inteligente.
“Nosso município tem um grande diferencial porque tem um ecossistema integrado com universidades, empresas, entidades e poder público. Precisamos sair um pouco da lógica de projetos isolados e começar a pensar em uma carteira de prioridades, com metas claras e acompanhamento permanente. É preciso entender que a visão de longo prazo não significa deixar para resolver amanhã. Podemos ter uma visão de cidade para os próximos 10 ou 20 anos, mas trabalhar com entregas concretas para os próximos 12, 24, 36 meses”, defende Alvim. “Eu acredito muito nessa construção por etapas. Definir onde queremos chegar, estabelecer prioridades e transformar essa visão em projetos executáveis, com orçamento, indicadores e responsáveis. Cada investimento realizado precisa contribuir para a cidade que queremos ter no futuro”.
A mediadora ressalta a importância da governança fundamentada em dados para evitar a lentidão ou paralisia de projetos estruturantes.
“Se não mudarmos, muitas vezes só descobrimos o problema quando ele já ficou grande. Os dados permitem uma gestão de prazo, de custo, de produtividade, de qualidade e de evolução das obras. Isso possibilita identificar desvios antecipadamente e tomar decisões antes que eles se transformem em problemas mais difíceis de solucionar. Ferramentas como o BIM, planejamento integrado e indicadores de desempenho permitem uma gestão muito mais preventiva”, explica. “Eu costumo dizer que uma cidade inteligente não é aquela que coleta muitos dados. É aquela que consegue transformar dados em decisões melhores. A população não espera tecnologia pela tecnologia. Ela espera uma obra entregue no prazo, com qualidade, transparência e que realmente resolva o problema urbano”.
Enquete
Participantes do 27º Encontros Folha comentam sobre a importância do tema

“Londrina é uma cidade onde, primeiro de tudo, quando se fala em cidade inteligente, a gente tem muito em mente que seja só uma cidade vinculada à tecnologia, internet, inteligência artificial, que são os assuntos do momento. Na verdade, não é só isso. A cidade inteligente é você saber como executar, como poder se aproveitar melhor dos atributos e das características que a cidade já tem de uma forma mais eficiente e inteligente. Então, em Londrina, que é uma cidade que já tem esse berço da tecnologia ao longo dos anos, é de suma importância discutir isso”. Pietro Veronesi, engenheiro civil.

“Eu me interesso muito pelo assunto de cidades sustentáveis e nesse período que estamos vivendo, acho que essa é uma discussão que vai perdurar durante anos. E também me chamou a atenção que uma das pessoas que estariam presentes [painelista] seria a professora Olívia, por isso decidi vir participar”. Maria Eduarda Emi Watanabe, estudante de arquitetura.

“Eu acho que é importantíssimo para uma cidade que tem alguns anos discutir esse assunto. Como estudante de arquitetura, espero poder debater mais sobre como a cidade pode se tornar mais tecnológica e permitir que as pessoas que nela residem possam também se beneficiar desse assunto e desse debate que é tão pertinente na nossa sociedade atual”. Jhuan Gabriel Landgraf Santos, estudante de arquitetura.

“O EncontrosFolha é um evento que motiva e provoca a discussão na cidade, e a discussão de temas importantes. Mostra que esse assunto precisa ser levantado e que precisamos conversar. Nós precisamos revisitar os conceitos que temos de urbanização das cidades, de ocupação dos espaços urbanos. Acho que é uma oportunidade muito importante de escutar as opiniões, de vermos as perspectivas sob olhares diferentes, para que consigamos também criar um modelo de conversa e de entendimento de como a nossa cidade será”. Gerson Guariente, vice-presidente da Acil

“Na academia, temos dificuldade de nos encontrar com o setor público e com a iniciativa privada para discutir os problemas da cidade. Então, eventos como este promovem esse momento para que possamos trocar essas informações. E daqui saem grupos de trabalho, saem iniciativas que definitivamente vão resolver os problemas da cidade. Quando olhamos para a cidade, dá a impressão de que ela está abandonada e, de fato, a cidade deixou a desejar nos últimos anos nessa questão ambiental. Mas se olharmos as iniciativas que estão acontecendo agora, como, por exemplo, essa iniciativa da FOLHA, observamos que temos dado passos largos”. Jorge Alberto Martins, professor universitário.

“Eu acho que é um tema absolutamente atual, acho muito interessante falar e conversar sobre isso. É um tema que eu, por exemplo, entendo pouco, então, eu fiz questão de vir. Acho que é um tema que não tem idade, todo mundo tem que entender um pouco desse tema. É algo que é necessário se discutir hoje para se pensar no futuro de Londrina. A gente tem que estar com a tecnologia e usar isso a serviço da cidade”. Bruno Veronesi, vice-consul honorário da Itália.
(*Especial para a FOLHA)


