Onças e gatos-mouriscos tratados em Londrina são levados para Brusque
Animais, resgatados e cuidados no HV da Unifil por um longo período, não podem mais ser soltos na natureza
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sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Animais, resgatados e cuidados no HV da Unifil por um longo período, não podem mais ser soltos na natureza

Três onças pardas e dois gatos-mouriscos tratados no Hospital Veterinário da UniFil foram levados de Londrina para o Parque ZooBotânico de Brusque (SC), onde vão viver em espaço adequado para espécies que não podem mais ser soltas na natureza.
"Um local bonito, com bastante estrutura e profissionais qualificados. Os cinco animais passam a ter melhores condições para viver por muitos anos", explicou a médica-veterinária Daniela Martina, coordenadora do HV e do Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS) do Norte do Paraná. "É uma alegria trazê-los para cá depois de tanto tempo sob os cuidados da nossa equipe. Agora iniciam um novo ciclo nesse zoológico fantástico."
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Bebês de 20 dias
Entre as onças, duas permaneceram dois anos e 10 meses no HV da UniFil. Quando foram resgatadas, eram bebês de apenas 20 dias. Trabalhadores que operavam uma colheitadeira numa lavoura em Ivaiporã (Vale do Ivaí) avistaram três filhotes, todos machos. A mãe estava morta. Resgatados e levados para o hospital, receberam toda atenção e cresceram sadios, mas perderam o instinto de sobrevivência na mata.

"Já não conseguiriam buscar alimentos e poderiam se tornar alvo de caçadores", comentou Martina. O terceiro irmão que ficou no HV deve ser remanejado em breve para outro local.
O zoológico de Brusque também acolheu uma onça parda fêmea, de um ano, que havia sido encontrada quando tinha cerca de 50 dias. O CAFS de Maringá (Noroeste) encaminhou o filhote para a unidade de Londrina, onde foi tratado pela equipe do HV da UniFil.
Gatos-mouriscos de seis meses
Os gatos-mouriscos agora abrigados no zoológico, ambos de seis meses, também chegaram ao HV vindo da região de Maringá. O casal tinha em torno de seis meses quando foi encontrado pela Polícia Ambiental.

Daniela Martina chefiou a operação de remoção que teve a participação do colaborador do HV Julião, de técnicos das regionais do Instituto Água e Terra (IAT) de Londrina e Cornélio Procópio e o apoio da Polícia Ambiental. A equipe foi recebida pela médica-veterinária Milene Pugliesi Zapala e pelo diretor Parque ZooBotânico Marcos Deichamann.
(Com informações da Assessoria da Unifil)


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