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Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 20/07/2022, 06:59

Oito bairros de Cambé estão em situação de alerta para a dengue

Levantamento realizado pela Saúde aponta que essas localidades têm índice de infestação superior a 1%

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de julho de 2022

Reportagem local
AUTOR autor do artigo

Foto: iStock
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Oito bairros de Cambé (Região Metropolitana de Londrina) estão em situação de alerta para a dengue por conta do número de criadouros ativos do mosquito transmissor da doença, Aedes aegypti. De acordo com o Liraa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti), realizado entre 4 e 9 de julho e divulgado no dia 14, essas localidades apresentam índice de infestação predial superior a 1% - um dos bairros chega a 4,16%.

Os bairros em situação de alerta são: Ana Eliza II (3,44), Cambé III (2,94), Jardim Santana (2,17), Santa Izabel (2,04), Parque Manela I (2,00), Bella Itália (1,96), Vila Operária (1,66) e Centro (1,53). Os índices representam o número de criadouros ativos do mosquito da dengue para cada 100 residências. A região da Vila Brasil, próxima à rodoviária, apresentou o pior índice do município, que foi de 4,16%. O número é quatro vezes superior ao preconizado pelo Ministério da Saúde e representa um risco de surto da doença.

MÉDIA GERAL

O índice predial da cidade, que é uma média geral dos dados de todo o município, ficou dentro do esperado, atingindo 0,5. Essa porcentagem indica que, dentre os 2.988 imóveis vistoriados, foram encontrados 19 criadouros ativos do mosquito em 15 residências. Nelci Mariano da Silva, coordenadora dos Serviços de Vigilância Ambiental, esclarece que os dados gerais são bons, apenas algumas localidades apresentam altos índices. 

A coordenadora explica que muitas pessoas esquecem de cuidar dos quintais, por isso o número de focos do mosquito aumenta. “As pessoas devem olhar seus quintais todos os dias, não de vez em quando ou só quando chove, já que uma tampinha de garrafa pode ser o lar de dezenas de larvinhas do mosquito”, ressalta.

De acordo com os dados do Liraa, a maior parte dos criadouros do Aedes aegypti foi encontrada nos quintais das casas. “A gente tem que tomar muito cuidado com as caixas d’água, cisternas, vasos de plantas, frascos com água, tampinhas e pratos. Por menor que seja a quantidade de água, temos que ficar atentos”, pontua. 

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NÚMEROS

Em Cambé, neste período epidemiológico, que começou em agosto de 2021 e finaliza neste mês de julho, foram confirmados 321 casos de dengue. Entretanto, os sete meses deste ano foram responsáveis por mais de 92% desses casos. Isabela Salvadego, responsável pelo Departamento de Epidemiologia, explica que o número de casos começou a subir em abril, o que é um cenário atípico. “Neste ano nós tivemos um aumento de casos um pouco mais tardio, mas que pode ter relação com o período chuvoso, que também aconteceu um pouco mais tarde”, ressalta. Em doze meses, a cidade confirmou um óbito causado pela dengue.

Nelci Mariano da Silva ainda detalha que o mutirão para recolher móveis, pneus, garrafas e outros objetos que possam acumular água foi finalizado no dia 9 de julho. De acordo com ela, foram recolhidos 42 caminhões de lixo, resultando em mais de 140 toneladas de objetos de descarte. “Nós já estamos programando os próximos mutirões, que vão atender novamente todas as regiões do município." . (Com informações da Secom de Cambé)

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