Uma ação conjunta da Delegacia de Londrina da PRF (Polícia Rodoviária Estadual) e a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) reuniu ao menos 10 motoristas de vans escolares para uma conversa sobre segurança no trânsito na manhã desta quarta-feira (28).

A ação antecede a volta às aulas na rede municipal de Educação de Londrina, que acontece no dia 05 de fevereiro, e tem o objetivo de reduzir as chances de acidentes envolvendo o transporte escolar.

Maria Diniz, coordenadora de Educação de Trânsito e Segurança da CMTU, explica que a participação dos motoristas no evento é voluntária, sendo que a ideia é compartilhar orientações para um retorno às aulas mais seguro. “É algo mais orientativo para que eles fiquem mais atentos e possam se locomover e transportar as crianças de maneira mais adequada”, pontua.

A partir do dia 05 de fevereiro, a coordenadora explica que agentes da CMTU estarão também como uma ação em frente às escolas para orientar pais e responsáveis sobre o embarque e desembarque dos estudantes e, também, sobre o uso correto das cadeirinhas e cinto de segurança.

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Direção defensiva

O policial João Barioni, da Delegacia de Londrina da PRF, destaca que um dos pontos abordados na palestra é a atualização nas legislações para o transporte de estudantes, assim como resgatar aspectos que muitos acabam deixando de lado no dia a dia.

“É mais um bate-papo para demonstrar e relembrar a importância do trabalho deles e a segurança que eles têm que ter para entregar o ‘produto’, que são as crianças, o maior bem que as famílias têm”, reforça.

O policial destaca que a direção defensiva é um fator fundamental para todos que trabalham com o transporte de passageiros, já que o motorista precisa se antecipar e fazer a leitura dos veículos que estão à frente e atrás e até mesmo daqueles que vão cruzar o caminho. “Ele tem que ter a capacidade de ler o ambiente e evitar o acidente”, afirma.

Cinto de segurança

Em relação aos passageiros, Barioni afirma que todos precisam utilizar o cinto de segurança ou o dispositivo de retenção adequado à idade. Por mais que seja difícil, principalmente no caso das crianças mais novas, o policial reforça que isso é o que pode fazer a diferença entre a vida e a morte no caso de acidentes.

Como exemplo, ele cita a tragédia registrada em Jandaia do Sul (Vale do Ivaí) em março de 2023, quando um ônibus escolar se envolveu em um acidente com um trem em uma linha férrea que cortava o município. Ao todo, cinco estudantes da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) morreram e outros 13 ficaram feridos.

“Aquele acidente era plenamente evitável”, afirma o policial. Para ele, o cinco de segurança poderia ter salvado a vida dos estudantes envolvidos no acidente, assim como o motorista poderia ter parado o veículo para observar se algum trem estava próximo. “É um segundo de bobeira, mas é parar e olhar”, orienta Barioni.

Vistoria obrigatória

Apesar de a palestra ser voluntária, a vistoria das vans escolares é obrigatória para o transporte de crianças e permanece aberta até o dia 13 de fevereiro. A liberação do veículo de transporte junto à CMTU garante o direito de circular até 31 de julho, quando a vistoria é refeita.

“Eles fazem toda a vistoria das condições do veículo e do que precisa ter para transportar as crianças para que os pais fiquem tranquilos que aquele veículo está cadastrado e foi vistoriado pela CMTU para poder fazer o transporte escolar”, reforça Maria Diniz, da CMTU.

Todas as vans vistoriadas e aptas a fazer o transporte de estudantes recebem um adesivo para que as famílias possam identificar os veículos.

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