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Londrina

VACINA É EFICAZ 5m de leitura Atualizado em 27/10/2021, 16:00

Menos de 2% dos totalmente vacinados contraíram Covid em Londrina

Levantamento da secretaria de Saúde ainda aponta percentual de morte inferior a 1% entre os imunizados com as duas doses ou dose única

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Pedro Marconi - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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Estudo realizado pela equipe técnica da secretaria municipal de Saúde, em parceria com especialistas de estatística da UEL (Universidade Estadual de Londrina), apontou que a vacinação contra a Covid-19 tem mostrado eficácia em Londrina, repercutindo nos dados gerais relacionados à pandemia. Dos 256.225 moradores que receberam as duas doses ou a dose única entre fevereiro e setembro, apenas 1,68% foi diagnosticado com a doença após 14 dias da aplicação, o que representa 4.305 pessoas. 

Imagem ilustrativa da imagem Menos de 2% dos totalmente vacinados contraíram Covid em Londrina
|  Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha
 

Levando em conta os óbitos por Covid neste público com o esquema vacinal completo - com Coronavac, Pfizer, AstraZeneca ou Janssen -, o número é ainda menor. Somente 0,095% morreu em decorrência da Covid, ou seja, 244 londrinenses. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), nenhum imunizante é 100% efetivo para prevenir a infecção pelo vírus, no entanto, as vacinas funcionam e são fundamentais para controlar a pandemia. Sempre haverá uma pequena proporção de pessoas com a vacinação completa que ficará doente. 

Nesta terça-feira (26), Londrina atingiu a menor taxa de transmissão desde que a medição começou a ser feita pela Saúde, em maio do ano passado. O indicador está em 0,82, o que significa que cada 100 pessoas contaminadas transmitem para outras 82. O R0 menor que um remete desaceleração, com cada vez menos indivíduos infectados e, por consequência, uma retração no contágio. 

“Os dados mostram que as vacinas salvam vidas. O protocolo completo oferece um número grande de segurança.  Esses dados são corroborados na prática. Vendo o cenário epidemiológico, a ocupação de leitos é a menor desde novembro de 2020. Conseguimos fazer a desativação de duas unidades respiratórias, que funcionavam desde março de 2020. Isso foi possível graças aos números, já que o procura diminuiu cerca de 40%”, defendeu o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado. Na terça, a ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) adulto exclusivos para tratamento da doença estava em 56%.

Uma conta matemática - chamada razão de chance - também medida pela pasta apontou que, diante das atuais estatísticas de vacinados, uma pessoa idosa não vacinada tem 154 vezes mais chances de morrer pela doença do que uma imunizada. Entre os adultos com menos de 60 anos a possibilidade de falecimento é até 80 vezes maior em comparação com um totalmente vacinado. 

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O médico infectologista Arilson Morimoto também destacou que os impactos da vacinação são evidentes e em vários níveis. “Verificamos que com o avanço da vacinação, vai aumentando gradativamente a proteção. Os números de casos em Londrina, no Estado e no País estão diminuindo”, pontuou. Desde o início da pandemia, o município registrou 86.628 casos confirmados de coronavírus, com 83.917 recuperados e 2.251 mortes. 

TAXA DE POSITIVADOS

Nesta semana, a taxa de positivação em Londrina está em 0,8%. A cada 100 testes de pacientes com suspeita de síndrome respiratória, oito positivam para a Covid-19. A cidade aplicou, até a noite de segunda-feira (25), cerca de 770 mil doses de vacina, entre primeira, segunda, única e de reforço. Entre os cadastrados no sistema da prefeitura, 97% já receberam a primeira dose e 77% estão com o esquema vacinal concluído. 

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CAUTELA 

Apesar do cenário animador, Machado frisou que não é hora de flexibilizar a utilização da máscara ou outras medidas de prevenção básicas. “Em breve vamos olhar a pandemia pelo retrovisor, no entanto, o cenário é dinâmico. Precisamos ter cautela e prudência. O vírus é traiçoeiro e contagioso, não podemos baixar a guarda. Não é hora de achar que está tudo resolvido e esquecer dos cuidados. Quando tivermos de 90% a 95% da população com as duas doses, diminuição de circulação viral e índices ainda menores, começaremos a discutir a liberação da máscara em lugares abertos.” 

Segundo Arilson Morimoto, para a pandemia se tornar endêmica será preciso uma maior cobertura vacinal em condição mundial e não apenas entre os países. “Alguns países, como a Inglaterra, estão tendo recrudescimento, com pequenos surtos, Israel também. É efeito de uma variante nova, que é um subgrupo da Delta. As cepas podem se espalhar por causa das pessoas que se locomovem no mundo. Não se controla pandemia de um dia para outro, a vacina é cara e poucos países têm acesso. A própria OMS diz que a pandemia vai acabar quando todos estiverem vacinados”, alertou. 

RISCO

O especialista ainda explicou que pessoas não imunizadas têm maior possibilidade de se contaminar, inclusive, com as variantes. “Temos poucos casos de reação por conta da vacina. É preciso continuar tomando a vacina, porque entre a reação e morrer pela Covid, o coronavírus é muito pior. A vacinação é o menor risco.” 

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Em Londrina, um movimento tem protestado contra a obrigatoriamente da vacinação para servidores públicos, decretada pelo município, e o “passaporte da vacina”, que não foi instituído em Londrina e no Paraná. O grupo sustenta a tese de que as vacinas ofertadas no Brasil “não foram devidamente testadas”, entre outros argumentos. Todos os imunizantes em uso no País foram aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

“Os dados mostram que o risco daqueles que não tomaram a vacina é muito grande. Essas pessoas vão ficar vulneráveis e mais suscetíveis ao coronavírus. Temos a circulação da cepa Delta, que é mais contagiosa. É hora da minoria que não está convencida fazer uma análise do benefício que a vacina está promovendo. A pandemia não mudou de uma hora para outra. É só ver quando não tinha vacina e o cenário de agora”, elencou Felippe Machado. 

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