O município de Londrina amanheceu com muita chuva nesta segunda-feira (17). De acordo com dados do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), o acumulado de chuva entre o início da madrugada até as 8h foi de 50,4 milímetros. Ainda segundo o Simepar, o volume de chuva nestes 17 dias de novembro é de 254,2 mm, ultrapassando a média histórica para o mês (152,2 mm).

A chuva desta segunda resultou em alguns pontos de alagamento na cidade, de acordo com o secretário municipal de Obras, Otávio Gomes. De maneira geral, ele disse que a situação na cidade é tranquila e que está sob controle, mas que foi confirmado um alagamento na trincheira entre as avenidas Leste-Oeste e Rio Branco, na região central.

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| Foto: Roberto Custódio

Trincheira da Leste-Oeste

Pelas imagens, é possível ver que a ciclovia foi completamente tomada pela água, assim como parte da via na direção zona oeste-centro. Segundo o secretário, ainda não é possível saber a causa do alagamento, que pode ter sido motivada pelo entupimento de um bueiro ou por problemas estruturais.

Apesar de leve, a chuva registrada no domingo (16) ajudou a saturar o solo, explica Gomes, aliada a precipitação mais intensa nesta segunda-feira, motivou com que a equipe percorresse alguns pontos que costumam alagar em dias de chuva mais forte. Segundo o Simepar, Londrina registrou 3,2 milímetros de chuva no domingo.

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| Foto: Reprodução/Secretaria Municipal de Obras de Londrina

Além disso, também há registros de pontos de alagamento na BR-369, informação que foi confirmada pela PRF (Polícia Rodoviária Federal). À reportagem, a polícia disse que está fazendo o levantamento dos locais.

Por ser de responsabilidade do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), o secretário disse que precisa conversar com os responsáveis para operacionalizar algum trabalho na rodovia federal. Um terceiro possível ponto de alagamento foi registrado na Rua Funcionários, na zona sul, mas as equipes ainda não foram até o local para confirmar a situação. “De resto, está tudo sob controle”, afirma Otávio Gomes.

O secretário disse o trabalho começou por volta das 5h com vistorias em vias como a Avenida Celso Garcia Cid, ruas Pará, Goiás (entre as ruas João Cândido e Pernambuco) e na Professor Joaquim de Matos Barreto (próximo ao Aterro do Lago Igapó), onde não foram encontrados alagamentos.

Na região da Estrada do Limoeiro, que sofreu com alagamentos na semana passada, o secretário disse que a pasta não recebeu nenhum chamado dos moradores da região até a manhã desta segunda.

Em relação às quedas de árvores, a Defesa Civil de Londrina registrou apenas uma ocorrência, na Rua Sebastião Buranello, na região sul.

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| Foto: Roberto Custódio

Rodoviária

A Folha também entrou em contato com a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) para entender qual a situação atual no Terminal Rodoviário de Londrina, que sofre com goteiras e alagamentos em dias de chuva, como já noticiado.

Em nota, a companhia disse que as obras de reparo prosseguem nas lajes das plataformas superiores dos ônibus, mas que as constantes chuvas têm prejudicado os avanços em todos os sentidos. “Foram aplicados alguns produtos impermeabilizantes, por exemplo, e agora aguardam-se os resultados antes de prosseguir com as obras e as ações necessárias, ainda que temporárias”, complementa a nota.

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Outro ponto que está passando por reparos é a cobertura de toda a Rodoviária, que é reta, sendo que não há caída para dar vazão correta à água da chuva, de acordo com a CMTU. “A falta de caída gera poças localizadas e a consequentemente infiltração da água pelas juntas, infelizmente causando goteiras nos espaços de circulação de pessoas, nas lojas e até nos guichês. Nestes casos, será necessário realizar uma reforma profunda e imperativamente complexa para resolver o caso definitivamente”, detalha.

Média história em outros municípios

Com a chuva deste fim de semana, 20 das estações meteorológicas do Simepar com mais de sete anos de operação ultrapassaram a média histórica de chuva para novembro em apenas 16 dias.

Cinco cidades registraram mais de 100 mm de chuva acima da média até domingo: Campo Mourão (média de 140,9 mm em novembro e já registrou em acumulado de 256,6 mm), Cândido de Abreu (média de 127,4 mm em novembro e já tem acumulado de 225,4 mm).

Em Cianorte a média é de 111,9 mm em novembro e em novembro de 2025 o acumulado já chega a 246 mm; Cornélio Procópio (média de 132,8 mm em novembro e o acumulado chega 231 mm), e Santa Helena (média de 155,3 mm em novembro e acumulado em novembro deste ano já chega a 290,8 mm.

Confira a lista:

Estação / Média histórica para novembro / quanto choveu em novembro de 2025 até o dia 16:

Altônia: 136,6 mm / 182,4 mm

Apucarana: 158,3 mm / 198,2 mm

Capanema: 147,8 mm / 191 mm

Campo Mourão: 140,9 mm / 256,6 mm

Cândido de Abreu: 127,4 mm / 225,4 mm

Cianorte: 111,9 mm / 246 mm

Cornélio Procópio: 132,8 mm / 231 mm

Guaira: 152,4 mm / 208,8 mm

Guarapuava: 133,1 mm / 153,6 mm

Lapa: 108,2 mm / 123,4 mm

Loanda: 77,3 mm / 89,8 mm

Londrina: 152,2 mm / 203,8 mm

Maringá: 124,1 mm / 129 mm

Palotina: 141,8 mm / 177,4 mm

Pinhão: 148,5 mm / 150,8 mm

Santa Helena: 155,3 mm / 290,8 mm

Santo Antônio da Platina: 127,3 mm / 164,6 mm

São Miguel do Iguaçu: 169,4 mm / 176,6 mm

Toledo: 167,8 mm / 176,4 mm

Ubiratã: 113,3 mm / 185,6 mm

(Com Agência Estadual de Notícias)

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