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Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 29/04/2022, 13:11

LIRAa coloca Londrina em situação de risco para dengue

Zona norte é a região com maior incidência de focos do mosquito Aedes Aegypti; cidade já tem mais de 330 casos confirmados da doença

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 29 de abril de 2022

Pedro Marconi - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Emerson Dias/N.Com/Arquivo
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A secretaria municipal de Saúde de Londrina divulgou na manhã desta sexta-feira (29) o resultado do segundo LIRAa (Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti) de 2022 e os números são preocupantes. Londrina está com índice de infestação vetorial predial de 7,8%, percentual considerado de risco. O satisfatório é abaixo de 1 e o de alerta entre 1 e 3,9.  

O levantamento foi realizado no período de 4 a 8 de abril, em 9.924 imóveis de Londrina. A região em que os agentes encontraram mais focos do mosquito Aedes aegypti foi a norte (10,24%), seguida da zona sul (7,92%), oeste e centro (6,86%) e leste (4,80%).

Neste ano, o município já registrou 334 confirmações da doença, entre 1 de janeiro e 27 de abril. São 4.260 casos notificados e outros 1.422 aguardam resultados de exames. No primeiro LIRAa, realizado entre os dias 10 e 24 de janeiro, o índice já estava alto, com 5,5%.  

BAIRROS COM MAIOR INCIDÊNCIA

 Entre os bairros com maior incidência de infestação estão o Acácia Imperial (35,71%), Royal Tennis (33,33%) e o Luiz de Sá (30,49%). Em toda a cidade, 97% dos criadouros encontrados estavam nos quintais das residências ou mesmo dentro das casas, em objetos em desuso, ralos e vasos de plantas.  

O coordenador de Endemias da secretaria, Nino Ribas, comentou que os condomínios residenciais têm chamado bastante atenção por apresentarem focos do mosquito em recipientes de água dos animais, bromélias nos jardins e fontes de água. “Ao longo dos anos, o perfil da dengue tem mudado. Não é mais uma doença exclusivamente periférica. Muito pelo contrário, cada vez mais o mosquito tem buscado locais onde as pessoas vivem, circulam. Neste levantamento, podemos observar que todos os focos encontrados em fundos de vale correspondem a 3%, um número irrelevante se a gente resolver o problema dentro das casas e dos quintais”, completou o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado. 

ZONA NORTE 

Em um recorte por região, a zona norte disparou em relação às demais neste levantamento. Com índice de 10,24%, a região passa a receber um trabalho mais intenso das equipes de saúde para combater a proliferação do Aedes aegypti.  O bairro com maior incidência foi o Maria Estela, um loteamento de chácaras, que apresentou 30,8% de infestação, ou seja, de cada 100 casas vistoriadas 30 delas continham focos de dengue. Em seguida, está o conjunto habitacional Luiz de Sá, com 30,5% de infestação; o Jardim Gávea com 28,6%; o Flores do Campo com 28% e o assentamento Nossa Senhora Aparecida com 23,5%. 

Moradora do Maria Estela, a dona de cada Tereza Ribeiro da Silva está se recuperando da dengue. Ela e a filha começaram a sentir os sintomas na semana passada. “Sentia uma forte dor de cabeça, febre e dor nas pernas. Era um mal-estar geral. Saíram as pintinhas por todo o corpo e agora estou me sentindo bem melhor, tomando muita água, água de coco e suco, porque a saída é essa. Hidratar bastante”, comentou.  

Imagem ilustrativa da imagem LIRAa coloca Londrina em situação de risco para dengue Imagem ilustrativa da imagem LIRAa coloca Londrina em situação de risco para dengue
|  Foto: Micaela Orikasa - Grupo Folha

 PROCURA POR ATENDIMENTO

Sem citar números, o secretário de Saúde disse que a procura por atendimentos na rede pública de saúde tem aumentado nos últimos dias com pacientes apresentando sintomas de dengue.

“Os dados epidemiológicos estão sendo acompanhados diariamente e estamos fazendo o registro de preço para aquisição de testes rápidos para os próximos meses. Isso vai nos permitir ter um diagnóstico mais rápido dos casos notificados. Atualmente, os exames são encaminhados para Curitiba ou para o laboratório do HU (Hospital Universitário) e queremos dar agilidade a isso porque é uma ferramenta de planejamento”, disse.  

Leia mais: Fábrica de mosquitos contra dengue é apresentada em Londrina

ARMADILHAS, MUTIRÕES E FUMACÊ  

Diante dos dados preocupantes, a secretaria de Saúde informou que vai promover algumas ações, como mutirões nas localidades com maior incidência vetorial e utilização de armadilhas.  “Vamos começar os mutirões na segunda-feira (2) na zona norte, na região do Aquiles e Maria Cecília. Neste fim de semana, seguimos com ações espalhadas por toda a cidade. Tudo o que não precisamos é sair de uma pandemia do coronavírus e, na sequência, entrar em uma epidemia de dengue”, ressaltou. os mutirões vão acontecer em parceria com a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização)  

Outra medida é o fumacê. A secretaria municipal de Saúde já enviou uma solicitação ao Governo do Estado para início imediato das aplicações. “Estamos esperando para o mês de maio, mas vale destacar que o fumacê atinge o mosquito na fase adulta. O que precisamos é evitar que o mosquito nasça e a maneira correta é combatendo os criadouros. O fumacê é mais uma ferramenta complementar”, diz Machado.  

Também estão previstas ações de orientações junto aos acumuladores, em parceria com a secretaria de Assistência Social, além de reuniões com líderes comunitários e uso das “ovitrampas” (armadilhas para que as fêmeas depositem os ovos). Segundo o coordenador de endemias, esta ferramenta começou a ser testada no ano passado na região leste e estão sendo distribuídas por toda a cidade, especialmente na região norte, onde 90 ovitrampas foram instaladas nos quintais das residências.

SINTOMAS 

Os sintomas da dengue são: febre alta com início súbito; dor de cabeça e dor atrás dos olhos; manchas vermelhas no corpo; tonturas, náuseas e vômitos; dor no corpo, moleza e cansaço e dor nas articulações. Os sinais de gravidade incluem fortes dores abdominais, sangramento no nariz e gengiva e boca seca. (Colaborou Pedro Marconi) 

SERVIÇO: O Disque Dengue 0800-400-1893 é um canal gratuito para denúncias de possíveis criadouros, seja em imóveis particulares ou áreas públicas.  

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