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Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 27/07/2022, 16:47

LIRAa aponta queda na infestação de Aedes em Londrina

Índice chega a 1,4% neste terceiro levantamento de 2022, mas em alguns bairros a incidência supera os 10%

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 27 de julho de 2022

Micaela Orikasa - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Gina Mardones/Arquivo FOLHA
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A secretaria municipal de Saúde acaba de divulgar os resultados do 3º LIRAa (Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti) de 2022, que aponta uma queda no IIP (Índice de Infestação Predial) em relação ao levantamento anterior. Londrina apresentou neste mês de julho 1,4% de risco entomológico, considerando a análise de 11 mil  imóveis residenciais e comerciais, além de construções e terrenos baldios, situados em cerca de 257 localidades da área urbana. 

No LIRAa realizado em abril, esse índice chegou a 7,8% e o primeiro deste ano, no mês de janeiro, estava em 5,51%. A classificação do MS (Ministério da Saúde) aponta que entre 1% e 3,9% o cenário é de alerta e satisfatório quando abaixo de 1%. “Desde que divulgamos o segundo LIRAa, intensificamos o trabalho de campo, inserimos aplicação de fumacê em regiões com maior número de casos, fizemos grandes mutirões em parceria com a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), onde recolhemos toneladas de lixo que são potenciais criadouros. Além disso, teve o fator climático que também colaborou para que a gente chegasse com a divulgação do 3º LIRAa com um número menor”, justifica o secretário da pasta, Felippe Machado.  

Em um recorte por regiões, a zona sul apresentou o maior índice de infestação com 1,70%, seguida da Norte (1,30%), Leste e Oeste (1,29%) e, por último, a região Central com 1,21%. “Alguns bairros sempre se destacam negativamente e a que mais chamou atenção agora foi o jardim Marabá, na zona leste. A cada 100 imóveis vistoriados, mais de 10 tinham o foco do mosquito”, afirma.  

DENTRO DAS CASAS

Outro dado importante do LIRAa é que aumentou o percentual de criadouros encontrados nas residências. Isto quer dizer que 100% dos locais onde foram encontradas larvas e pulpas do Aedes aegypti são domicílios. “É importante que a gente se mantenha ativo e fazendo nosso dever de casa enquanto cidadão.  Não podemos esquecer que a dengue é uma doença grave e já registramos óbitos na cidade pela doença”, diz. Dos principais criadouros localizados pelas equipes de endemias, 14% estavam em objetos mantidos dentro de casa.  

CASOS DE DENGUE 

Os números atualizados da dengue em Londrina mostram que do início do ano até agora já foram 9.791 casos notificados, 1.857 confirmações da doença e duas mortes. Outros 3.128 casos são suspeitos e aguardam o resultado de exames. 

COMO DENUNCIAR

A população pode fazer denúncias de imóveis ou áreas suspeitas de terem focos do mosquito, como  terrenos baldios ou ambientes que possam facilitar a proliferação do vetor. O contato pode ser feito pelo fone 0800-400-1893, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Quando o munícipe é notificado como suspeita de arboviroses, as equipes da Endemias realizam os bloqueios dos casos dentro de 48 horas. (Com N.Com)

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. |  Foto: Gina Mardones - 13/05/2019
 

Os bairros com maiores incidências no 3º LIRAa de 2022 são: 

1. Jardim Marabá; 11,54% 

2. Jardim Franciscato: 11,36% 

3. Jardim Santos Dumont: 10% 

4. Jardim Nossa Senhora da Paz: 9,09% 

5. Residencial Professora Marieta: 8,89% 

6. Pind: 8,70% 

7. Jardim União da Vitória: 7,84% 

8. Conjunto Vitória Régia: 7,14% 

9. Jardim Atlanta: 6,98% 

10. Jardim Pinheiros: 6,90% 

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