Interditada há 50 dias, ponte provisória do Armarinho Paulista será de madeira
Engenheiros da Secretaria de Agricultura devem finalizar projeto nesta semana, que será colocado em prática via licitação; estrutura colapsou parcialmente em 21 de maio
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segunda-feira, 13 de julho de 2026
Engenheiros da Secretaria de Agricultura devem finalizar projeto nesta semana, que será colocado em prática via licitação; estrutura colapsou parcialmente em 21 de maio

Cinquenta dias após parte da ponte do Armarinho Paulista ceder sobre o Ribeirão Cafezal, na região rural de Londrina, por conta de uma tempestade no dia 21 de maio, a prefeitura se aproxima da efetivação de uma solução temporária. Uma estrutura de madeira substituirá a antiga, com engenheiros da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento finalizando um estudo que definirá a viabilidade do projeto nesta semana. Com risco de desabamento, a ponte segue totalmente interditada com barreiras de concreto, com passagem proibida para veículos e pedestres.
Situada no prolongamento da avenida dos Ipês, na região do distrito do Espírito Santo, a travessia sofreu o impacto devido às fortes chuvas que atingiram Londrina em maio. Técnicos da Agricultura e Defesa Civil Municipal atestaram que a recuperação não seria viável, visto que uma das cabeceiras colapsou. Assim, o tabuleiro da ponte foi comprometido e as armações internas se romperam. “A equipe de engenheiros da secretaria analisou e o parecer foi para interditar, porque ela corre risco de desabar a qualquer momento”, pontuou o chefe da pasta, Jamil Janene.
Desde então, o órgão vem examinando a melhor maneira de viabilizar a construção de uma nova ponte. “Os engenheiros estão fazendo o diagnóstico, um estudo de qual seria a melhor ponte provisória, porque quando a gente faz uma ponte tem que dar segurança para quem está passando. Vai que você está passando numa hora de uma chuva muito forte e acaba levando tudo com um carro em cima ou pessoas. Então eles estão fazendo um estudo e acho que até essa semana eles já têm uma resposta, aí eles vão passar para mim e vamos dar andamento nisso”, garantiu o secretário.
Disse ainda que a nova estrutura pode ser construída mais abaixo do que a parcialmente colapsada, sendo necessária uma fortificação para que novos problemas não ocorram mesmo com o alto nível de água na área quando chove. Questionado sobre a origem do recurso financeiro para a construção e quando ela deve ser iniciada, Janene informou que os pareceres técnicos já foram encaminhados para a Defesa Civil. “A gente tenta solucionar o mais rápido possível”, completou.
Solução permanente em concreto
Os engenheiros da pasta também são responsáveis pelo projeto da ponte permanente em concreto, com a finalização e entrega aguardada pelo secretário. “Já foi tudo encaminhado para a Defesa Civil e o recurso vai vir de lá. Nós dependemos dela, dela vem mais rápido que qualquer outra coisa. Se for esperar dinheiro do Governo Federal, Estadual ou uma emenda de deputado, vai demorar mais de dois anos. Estamos tentando achar o caminho mais rápido que a Defesa Civil pode mandar esse recurso para nós”, disse Janene.

Adiantou ainda que, “chegando esse recurso, a gente já faz a licitação e dá início às obras” sem previsão de prazo e se o procedimento será feito emergencialmente.
Caminho alternativo
A ponte do Armarinho Paulista é utilizada diariamente por moradores de chácaras e condomínios localizados nas regiões sul e oeste de Londrina, também funcionando como um importante acesso entre a zona rural e a área urbana da cidade.
Os munícipes vêm buscando rotas alternativas para os seus trajetos, com a prefeitura recomendando um desvio que começa pela estrada rural, seguindo pela Rua Alcides Turini até a Rodovia Mábio Gonçalves Palhano. O trajeto passa pelas avenidas Rui Ferraz de Carvalho e Gil Abreu de Souza, retornando à estrada do Armarinho Paulista nas proximidades do Condomínio Golden Hill.
A estrutura sobre o Ribeirão Cafezal havia passado por uma obra de recuperação em 2021 no valor de R$ 325.777 mil. O objetivo foi reforçar a estrutura danificada com as chuvas de 2016, que também destruiu o Parque Daisaku Ikeda.


Heloísa Gonçalves
Repórter com atuação em Educação, Saúde e Cidades.


