CORONAVÍRUS -

Indicação e tipos de máscaras viram polêmica em meio à pandemia de coronavírus

Anvisa reforça as normativas sobre o uso do produto após a circulação de conteúdos relacionados à confecção de máscaras de tecido

Micaela Orikasa - Grupo Folha
Micaela Orikasa - Grupo Folha

“Máscaras de tecido não são recomendadas, sob qualquer circunstância.” O recado da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foi transmitido no último dia 21, por meio da nota técnica nº 04/2020, após informações desencontradas sobre o uso e confecção de máscaras circularem nas redes sociais.


Indicação e tipos de máscaras viram polêmica em meio à pandemia de coronavírus
Mauro Pimentel - AFP
 



Nas últimas semanas, os consumidores travaram uma verdadeira corrida às lojas médicas e farmácias à procura do produto, por causa da pandemia do novo coronavírus,  e isso resultou na falta para aqueles que realmente precisam delas. Tal cenário de escassez de suprimentos levou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a sugerir em entrevista coletiva a confecção de máscaras de pano para poupar o material de saúde para enfermeiros e médicos.




Ao mesmo tempo, a população foi estimulada com conteúdos na internet sobre como fazer sua própria máscara a partir de materiais inadequados, como filtro de café e tecidos. Com a polêmica instalada, restou a dúvida: quem deve realmente usar a máscara? Qual é o material adequado?

VEJA TAMBÉM 

Aprenda como colocar corretamente a máscara

https://www.folhadelondrina.com.br/_/2982951


A Anvisa esclarece que o acessório deve ser utilizado por pessoas com suspeita do coronavírus ou confirmados e acompanhantes (destes pacientes), além de profissionais de saúde no atendimento a essas pessoas.  


Quanto ao material adequado, a nota orientativa da Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) detalha que as máscaras cirúrgicas devem ser confeccionadas de material não tecido e possuir, no mínimo, uma camada interna e outra externa e, obrigatoriamente, um elemento filtrante.


NÍVEL SEGURO DE PROTEÇÃO

É importante lembrar que apenas o uso da máscara é insuficiente para fornecer o nível seguro de proteção e outras medidas igualmente relevantes devem ser adotadas, como a higiene das mãos com água e sabonete líquido OU preparação alcoólica a 70%, antes e após a utilização das máscaras.


O infectologista Rafael Mialski, do Hospital de Clínicas da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e membro da Apri (Associação Paranaense de Infectologia), explica que as máscaras simples servem como uma barreira para gotículas com o vírus que se projetam diretamente na face do profissional da saúde, com risco de entrar em contato com a mucosa oral, nasal ou ocular.


“Indiretamente, também diminui a chance de contato da mão contaminada do profissional nessas mucosas. Outro efeito é barrar a saída das partículas infectadas da boca e do nariz do paciente doente quando ele tosse ou espirra”, afirma.


CAMPANHA

Uma campanha em prol do HU pede a ajuda de costureiras para confeccionar pijamas, aventais e máscara. A docente Flávia Meneguetti Pieri esclarece que essas máscaras não são para pacientes nem profissionais do hospital. “Ela vai atender acompanhantes e outros pacientes internados, que transitam pelo ambiente hospitalar. Elas não oferecem proteção, mas vão servir como uma barreira. Ela é uma medida emergencial e tem a durabilidade de apenas duas horas.”



Indicação e tipos de máscaras viram polêmica em meio à pandemia de coronavírus
Folha Arte
 


LEIA TAMBÉM:




Todos podem ajudar o HU de Londrina


Como você avalia o conteúdo que acabou ler?

Pouco satisfeito
Satisfeito
Muito satisfeito

Continue lendo


Últimas notícias