Pesquisar a fonte e checar se o site é de confiança são algumas dicas que foram repassadas em palestra realizada no centro de convivência
Pesquisar a fonte e checar se o site é de confiança são algumas dicas que foram repassadas em palestra realizada no centro de convivência | Foto: Anderson Coelho


Os frequentadores o CCI Leste (Centro de Convivência do Idoso da Região Leste) de Londrina assistiram na tarde de segunda-feira (16) a palestra "Fake News: como notícias falsas podem interferir na sua vida". O palestrante foi o assistente de comunicação da Unimed Londrina, Bruno Petri, que explicou como se prevenir e identificar as mentiras propagadas nas redes sociais e em sites. Ele expôs a importância de as pessoas não lerem só o título de uma reportagem, pesquisarem a fonte, checarem se a informação foi divulgada em site de confiança, observarem se o texto publicado tem o nome do jornalista que escreveu a notícia e de onde ele recebeu essa informação. "Eu trouxe uma pesquisa da USP (Universidade de São Paulo) que aponta que a maioria das notícias falsas é compartilhada em grupos de família ou de amigos, que são pessoas de confiança. Quem recebe a notícia presume que não iriam mentir para ela. Aí a checagem informação precisa ser redobrada", apontou.

O palestrante chamou a atenção do público sobre textos com erros ortográficos ou palavras absurdas e exageradas, indicativos de que a informação pode ser falsa. "Se você ler um texto com muitos adjetivos, desconfie, porque no jornalismo isso é muito difícil. Desconfie de textos escritos em letras maiúsculas, emojis, ilustrações e sites que a pessoa nunca ouviu falar", apontou.

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Uma das pessoas que assistiu a palestra foi a dona de casa Rosalina Pereira dos Santos, 90. "Eu acredito em tudo, em toda notícia que leio. A aula foi boa, aprendi muito", apontou. O confeiteiro aposentado Antônio Luís Marcatti, 76, já percebeu muita mentira em "notícias" que recebeu. "Acompanho as notícias mais pela televisão e pelo jornal escrito porque têm mais confiabilidade. Na internet escrevem muita bobagem", declarou.

O professor aposentado Paulo Mussi, 77, também já recebeu notícia falsa. "Eu não acredito em quase nenhuma. Dizem que o comunismo vai entrar no País e vai pegar tudo o que é meu. É tudo papo furado, mentira. Para me informar procuro meios de comunicação tradicionais. Escuto rádio, vejo televisão, leio jornais", destacou.

A diretora da Secretaria Municipal do Idoso, Ana Karina Anduchuka Barbosa, explicou que o objetivo da palestra é trabalhar a perspectiva de trazer a pessoa idosa para o mundo atual. "Com os projetos 'Idoso Conectado', que ensina a usar o smartphone; e os cursos de informática que ministramos, na contramão de tudo isso vem o lado ruim da internet. É importante que a gente trabalhe esse outro lado, que é o das notícias falsas", destacou. Ela ressaltou que já ouviu muitos relatos de golpes. "Antigamente a abordagem era na rua ou na casa, agora também estão na internet. É preciso ensinar como agir quando eles recebem um e-mail, para eles conseguirem identificar quais são as fontes, de onde está vindo, de que site é."

Essa crença cega em algumas notícias pode ter consequências sérias no mundo real. "Muitas dessas notícias podem complicar alguém que não tem nada a ver com o assunto. Teve gente que foi acusada de estupro e foi linchada, mas era inocente. O uso da imagem de outra pessoa também é algo delicado. É preciso ter cuidado ao mandar imagens de alguém que não conhece", destacou Barbosa.

A atividade foi uma parceria entre a Secretaria Municipal do Idoso e a Unimed, que oferece palestras e consultas gratuitas à comunidade pelo programa Unimed Solidária.

Serviço: Quem quiser participar das aulas nos centros de convivência pode entrar em contato pelo fones 3375-0307 (CCI Leste) ou 3375-0334 (CCI Oeste)

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