Os estoques de sangue no Paraná para o tipo sanguíneo O estão em situação crítica, sobretudo para o tipo O negativo (O-). Segundo o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), unidade gerida pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a baixa nos estoques ocorre em todo Estado e, além do O -, o O positivo (O+) também está em níveis alarmantes.

As estações mais frias e as férias escolares estão entre as principais causas de queda nas doações neste período. No entanto, há um crescimento da necessidade para cirurgias eletivas e também emergenciais, o que pode ocorrer em razão do aumento de acidentes nas estradas, que ficam mais movimentadas nesta época do ano.

Mais valioso em emergências médicas

O sangue do tipo O Rh negativo (O-) é o mais valioso em emergências médicas, pois ele pode ser utilizado em todas as pessoas que necessitam. Em casos graves, quando alguém chega ao hospital com uma hemorragia grave e não há tempo de realizar o teste do tipo de sangue, os médicos utilizam o tipo O- para salvar a vida do paciente.

Já o sangue do tipo O Rh positivo (O+), embora não seja o doador universal absoluto (devido ao fator Rh), é o tipo sanguíneo mais comum na população brasileira. Por ser o mais frequente, é o tipo mais utilizado nos hemocentros. Além disso, ele pode ser doado para qualquer pessoa que tenha fator Rh positivo (A+, B+, AB+ e o próprio O+), o que abrange a grande maioria da população.

Além do atendimento a pessoas em estado grave, a doação de sangue é essencial para garantir o atendimento de cirurgias, tratamentos oncológicos e muitos outros procedimentos que precisam de transfusão. O sangue captado na Hemorrede é utilizado para atender a demanda de 95,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná.

Cada doação gera, em média, de 450 ml a 470 ml de sangue e cada bolsa pode ser fracionada em até quatro hemocomponentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado (plasma fresco congelado). Uma doação pode salvar, no mínimo, quatro vidas.

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Em 2025, a rede do Hemepar registrou 214.377 doações, numa média de mais de 17.864 doações por mês, 703 por dia. Neste ano, entre os meses de janeiro a até o dia 12 de julho, foram registradas 43.437 doações, número 2,7% menor do que no mesmo período do ano passado, quando foram registradas 44.673 doações.

A reposição do volume de sangue doado não causa nenhum prejuízo para o organismo. O plasma ocorre em 24 horas e a dos glóbulos vermelhos em 4 semanas.

As doações podem ser feitas nas 23 unidades da Hemorrede Paranaense, que atendem mais de 380 hospitais de todo o estado. O Hemocentro Coordenador fica em Curitiba e são quatro Hemocentros regionais - em Londrina, Maringá, Guarapuava e Cascavel.

Também existem dez Hemonúcleos – Unidades Hemepar Ponta Grossa, União da Vitória, Pato Branco, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Campo Mourão, Umuarama, Paranavaí, Apucarana e Biobanco/UFPR (Curitiba); sete Unidades de Coleta e Transfusão de Sangue - Unidades Hemepar Paranaguá, Irati, Cianorte, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Toledo, Telêmaco Borba; e uma Agência Transfusional - Hemepar Ivaiporã

É possível fazer o agendamento no site do Hemepar, que evita filas e espera. Clique AQUI para fazer o agendamento.

Quem pode doar

Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal. Homens podem doar a cada dois meses e, no máximo, quatro vezes ao ano. Mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.

O doador deve pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação). Para doar sangue é obrigatório apresentar documento oficial com foto, nome completo, data de nascimento, nome da mãe, número do RG e/ou CPF.

(Com informações da Agência Estadual de Notícias)

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