O BICHO PEGOU -

Encarando o frio com os pets

A queda nas temperaturas exige adaptações na rotina de cuidados com cães, gatos e outros bichinhos de estimação

Micaela Orikasa - Grupo Folha
Micaela Orikasa - Grupo Folha

Nesta época do ano, os cuidados com a saúde devem ser redobrados entre a população e isso inclui os animais de estimação. Assim como os seres humanos, os cães e gatos - espécies mais comuns em convivência com as famílias - também estão sujeitos a uma série de doenças de pele e do trato respiratório.   


 

Encarando o frio com os pets
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“Tanto os problemas respiratórios quanto de pele e de ouvido aumentam quase que 50% no inverno porque os animais também tendem a ficar mais tempo em ambientes fechados, com menos tempo de exposição ao sol, e muitas famílias acabam dando o banho em casa. É preciso ter técnica para secá-los corretamente, evitando a proliferação de fungos e bactérias”, afirma o médico-veterinário Edgard Hideaki Hoshi, de Londrina. 


Nos cães, as doenças mais frequentes são: gripe canina, rinite e pneumonia. “A gripe nos cães funciona igualmente a dos humanos, com transmissão de animal para animal através de secreções e o principal sintoma é a tosse”, diz Hoshi, que é docente na Unopar.  


Nos felinos, a maior incidência é de rinite e otite (inflamações do ouvido). “Os gatos são mais confinados e é um animal que é higiênico e toma menos banho, mas naqueles que já são alérgicos e com tendência a ter mais fungos, o inverno também pode causar dermatites”, aponta.  


CALOPSITA

Além dos cães e gatos, o veterinário cita a calopsita, que está cada vez mais se tornando "membro" das famílias. “Trata-se de um espécie que se habitua a ficar solta em casa e tem uma interação bacana com o ser humano. Quando a ave está com frio, a pluma fica mais alongada, arrepiada. Isso é um recurso para distanciar o frio da pele. Nesse caso, vale mantê-la em ambientes fechados ou recorrer às capinhas de gaiola ou às caixinhas próprias para o animal, especialmente à noite”, indica.  


Para acompanhar a saúde dos pets a dica é observar se o animal está apático e se há alterações importantes, como perda de apetite. Diante de qualquer mudança significativa é preciso consultar um veterinário.  Para ajudar com a adaptação da rotina dos animais de estimação nos dias mais frios, Hoshi elenca alguns cuidados. 



IMPORTÂNCIA DAS VACINAS 

“A gente observa um certo descuido por parte de muitos tutores em relação às vacinas. Ela são mais baratas que os tratamentos. Em cães, tem um imunizante contra a gripe canina, mas há muitas outras dentro do protocolo de vacinação, que se inicia com 42 dias de vida do animal”, diz.  


Quanto aos felinos, a taxa de vacinação é ainda menor, segundo Hoshi. “Uma mesma vacina imuniza o gato contra várias doenças e ela pode ser dada a partir de 60 dias de vida. A vacina em gatos tem sido uma preocupação, considerando que nos próximos anos a população desse animal será muito maior em relação ao cães, de acordo com estudos”, completa. 



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PASSEIOS DEVEM SER MANTIDOS 

É importante manter os passeios para que os animais brinquem, sigam com a rotina e tomem sol. Escolha horários mais quentes e lembre-se de secar bem os pelos com secador e as patas com toalhas, ao chegar em casa. “Nessa época temos mais orvalho, mais umidade e, se as patas ficarem úmidas pode haver proliferação de fungos. São comuns os atendimentos de animais com coceiras nas patas”,  comenta.



TOSA E BANHO COM SECAGEM CORRETA 

Animais de pelo longo devem ser, preferencialmente, tosados na primavera ou no início do verão porque com o pelo já estará crescido com a chegada do inverno. Quanto à frequência de banhos, o veterinário não vê problemas desde que o animal tenha uma secagem correta. “Aí que está o segredo. Além disso, escolha o horário com bastante sol. Água morna e produto específico para o animal, sempre”.  



INTERVALO DE USO NOS AGASALHOS 

Animais de pelo curto, como a raça Pinscher, costumam sentir mais frio e podem ser aquecidos com roupas, “mas com critério de utilização porque a pele, quando abafada, pode apresentar mais dermatite. É preciso ter intervalos de uso para deixar a pele respirar”, orienta. 



AQUECEDORES EM 23ºC

O veterinário ressalta que cada animal tem uma temperatura corporal e, por isso, manter os aquecedores em temperaturas em 23°C é o mais indicado. “Vale lembrar que aquecedores ressecam o ar e consequentemente, as vias áreas, podendo causar crises alérgicas ou infecção”, destaca.  



CUIDADO COM EXCESSOS NA ALIMENTAÇÃO 

Os animais tendem a comer mais no inverno porque eles também vão queimar calorias para manter a temperatura do corpo. “O metabolismo de cada animal é diferente e a gente tem que observar também se ele está ganhando muito ou perdendo peso. O problema da nutrição dos pets hoje é obesidade, com 85% dos cães obesos. Os gatos, por serem mais sedentários, também têm tendência à obesidade”, diz.  



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