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Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 31/05/2022, 17:05

Empresa que terceiriza médicos para o PAI pede rescisão de contrato

Vínculo não chega a um mês; representante da Avive Serviços faz série de acusações contra Secretaria Municipal de Saúde

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 31 de maio de 2022

Rafael Machado - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Pedro Marconi/Grupo Folha
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A Avive Gestão de Serviços Médicos formalizou nesta segunda-feira (30) o pedido de rescisão do contrato com a Prefeitura de Londrina para preencher as escalas de pediatras no PAI (Pronto Atendimento Infantil). O vínculo não chegou a nem um mês de vigência. A empresa alegou que a Secretaria Municipal de Saúde não atendeu a uma série de reivindicações feitas pelos médicos contratados, que não estariam querendo trabalhar na unidade. 

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Apesar da solicitação, o sócio-administrador da Avive, Thiago de Castro Silveira, garantiu que os especialistas alocados para parte do mês de junho cumprirão normalmente os plantões. A terceirizada, que fornece o mesmo serviço em quatro estados brasileiros, tem divergências com a prefeitura em relação ao período de contratação das horas extras. 

O secretário de Saúde, Felippe Machado, disse em diversas entrevistas coletivas que as 1.920 horas corresponderiam apenas a maio. O custo individual é de R$ 135. Já o representante da fornecedora diz o contrário. "A minuta do termo de referência, que antecede a licitação em si, mostra que essa quantidade seria para seis meses", argumentou em entrevista à FOLHA.

Como a FOLHA mostrou na última sexta-feira, a empresa deu prazo de 48 horas para que a secretaria arrumasse alguns problemas apontados pelos profissionais, que reclamaram da "triagem inadequada, falta de segurança, condições degradantes de trabalho e de produtividade dos servidores concursados, falta de sistema eletrônico de prontuário e demora de atendimento da regulagem do Samu". 

Silveira foi além nas críticas. "Os médicos estão sendo ofendidos no PAI, alguns já apresentaram até pânico com essa situação. Não tem o mínimo de tecnologia. Não tem telefone. O plantonista tem que ligar direto do celular dele pra fazer o encaminhamento do paciente", pontuou. 

A reportagem procurou Felippe Machado e a assessoria de imprensa da Prefeitura de Londrina para saber se o pedido será atendido, mas não obteve retorno. 

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