O tradicional “Disque-dengue” (0800 400 1893), criado no final dos anos 1990 para receber as ligações de moradores de Londrina, agora tem disponível uma versão online, que pode ser acessada a qualquer hora do dia, na página: https://sisvas.londrina.pr.gov.br/index.php/denuncias Nela, é possível solicitar vistoria no próprio imóvel ou indicar um local que necessite da visita dos agentes de endemias. O canal telefônico segue atendendo normalmente, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h. O serviço é ofertado pela Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com o gerente da Vigilância Ambiental de Londrina, Nino Ribas, o canal recebe uma média de 500 contatos mensais. Ele alerta que, mesmo com a redução nos casos de dengue nos meses mais frios do ano, os cuidados com a eliminação de possíveis criadouros deve ser mantido para prevenir a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Ele orienta que o mesmo caminho pode ser utilizado por quem tiver solicitações relacionadas a caramujos africanos e o barbeiro responsável por transmitir doença de Chagas.

Responsáveis pelo tratamento dos chamados, as servidoras Lucineia Paulino e Rosângela Comar contaram que, no período de outono e inverno, os pedidos mais comuns são para vistoria de piscinas. “Se a água da piscina estiver clorada, o mosquito não se desenvolve, mesmo que a água esteja suja. Na dúvida, sempre encaminhamos para vistoria, que é feita em média dentro de cinco dias úteis”, explicou Paulino.

A agente acrescentou que tem sido comuns também os pedidos de vistoria para o próprio imóvel do requerente, seja por presença do mosquito, ou quando o morador trabalha fora e esteve impossibilitado de receber os agentes da Prefeitura.

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Escorpiões e morcegos

Outra equipe da Vigilância Ambiental cuida da saúde ambiental, sobretudo a qualidade da água no município, e também do controle das zoonoses, por meio da busca ativa por animais peçonhentos e do atendimento aos chamados recebidos pelo telefone 3372-9407, ativo de segunda a sexta-feira, das 7h às 15h30. Entre as demandas mais comuns, estão a captura de morcegos e escorpiões.

De acordo com a médica veterinária Roberta dos Santos Toledo, que coordena os trabalhos, a procura da população pelo serviço é muito importante para o monitoramento da presença de animais peçonhentos ou, no caso dos morcegos, para o monitoramento da presença ou não do vírus da raiva nos animais.

“Em todas estas situações é preciso uma análise, para que a equipe de campo possa agir e dar uma orientação direcionada a cada caso específico”, apontou. Tanto os morcegos quanto os escorpiões são encaminhados para a Secretaria Estadual de Saúde, que realiza análises laboratoriais em Curitiba.

No caso dos escorpiões, a análise é feita para determinar quais espécies estão presentes em cada território do município. “Atualmente, o escorpião amarelo é mais comum na área urbana, mas a análise técnica é importante para determinar a espécie”, detalhou a agente Diana Martins Muchiutti. Ela relatou que, como a análise depende da integridade do escorpião, mesmo morto ele deve ser mantido em álcool para uma melhor conservação.

Desde o último envio para a 17ª Regional de Saúde, na última semana, cerca de 120 novas unidades já estão preparadas para o encaminhamento. Entre as formas de evitar o contato com escorpiões, estão os cuidados com a limpeza do ambiente e a proteção dos ralos.

Já no caso dos morcegos, a orientação é manter o animal vivo sempre que possível. A captura e encaminhamento são feitos para que um exame laboratorial identifique se há presença do vírus da raiva. “É muito importante que cães e gatos sejam vacinados anualmente para prevenir a doença”, destacou.

Capina

A responsável pelo recebimento dos chamados para vistorias e coleta de animais, Maria Aparecida Pinheiro da Silva, comentou que as denúncias mais frequentes estão relacionadas ao acúmulo de descartes e imóveis abandonados. Todos os casos são encaminhados para verificação pelas equipes de campo.

“Nos casos em que o pedido está relacionado à capina, orientamos sobre os contatos junto à CMTU”, destacou. Para a capina de áreas públicas, o pedido à Companhia de Trânsito e Urbanização pode ser feito pelo WhatsApp 43 99998-9770.

Por outro lado, se o pedido tiver como objeto uma área particular, deve ser encaminhado para o e-mail [email protected] ou pelo telefone 3379-7982.

(Com informações do N.Com)

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