Os visitantes do Parque Municipal Arthur Thomas, na zona sul de Londrina, poderão assistir, nesta quinta-feira (28), uma palestra sobre a convivência responsável com os macacos-prego que vivem na área de preservação. A atividade é uma parceria entre a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) e pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e será realizada das 14h às 16h, no Centro de Educação Ambiental (CEA) da unidade de conservação. A entrada é gratuita e a participação deve ser feita mediante inscrição prévia.

Com o tema “Convivência e conservação de macacos-prego no Parque Arthur Thomas”, a palestra irá apresentar os resultados de uma pesquisa desenvolvida ao longo de dois anos pelo Mestre em Biologia pela UEL, Guilherme Akira, integrante do Laboratório de Estudos do Comportamento Animal (Leca), juntamente com a professora Doutora Ana Paula Vidotto. O estudo observou o comportamento dos macacos-prego que habitam o parque, principalmente em relação à alimentação e à interação com os visitantes.

Oferta de alimentos

Entre as dúvidas mais frequentes levantadas pelos visitantes estão questões sobre fome, ataques e a aproximação dos animais com as pessoas. A pesquisadora Ana Paula Vidotto contou que, apesar de os macacos-prego apresentarem comportamento complexo, viverem em grupos organizados e possuírem grande capacidade de aprendizado, a oferta de alimento pelos visitantes altera hábitos naturais da espécie.

“A presença humana influencia diretamente esses animais, principalmente quando ocorre oferta de alimento. Isso modifica padrões naturais de comportamento e faz com que os macacos associem pessoas à obtenção de comida”, destacou Vidotto.

“Constantemente nós vemos pessoas oferecendo alimentos a estes animais, inclusive incentivando crianças a chegar perto para fazer isso. Além desses alimentos não fazerem parte da dieta dos macacos, eles podem causar contaminações e até levar à morte”, ressaltou a gerente de Parques e Biodiversidade da Sema, Daniele da Costa.

Vidotto também alertou sobre os impactos causados por alimentos industrializados e ultraprocessados oferecidos aos animais. “Muitos alimentos humanos possuem excesso de açúcar, sal, gordura e aditivos que não fazem parte da dieta natural desses animais. Isso pode provocar obesidade, alterações gastrointestinais e mudanças comportamentais importantes”, comentou.

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Aproximação comunidade de informações científicas

Segundo a gerente de Parques e Biodiversidade, a palestra surgiu a partir de uma necessidade identificada, tanto pela administração do parque quanto pelos pesquisadores da universidade, devido aos riscos da alimentação inadequada e da aproximação excessiva com os animais. “O comportamento do macaco-prego levantou o interesse dos pesquisadores e veio de encontro à nossa necessidade, já que muitos visitantes oferecem alimentos inadequados e tentam chegar perto dos macacos, o que é muito perigoso”, alertou.

Para a palestrante Ana Paula Vidotto, o encontro foi pensado para aproximar a comunidade das informações científicas produzidas sobre os macacos-prego do Parque e estimular reflexões sobre conservação ambiental, apresentando os resultados da pesquisa por meio de orientações práticas ao público. “A proposta é que a palestra seja, na verdade, uma reunião aberta com a comunidade. Há necessidade de aproximar a população das informações científicas, então teremos um enfoque prático e educativo, com orientações sobre como os visitantes devem agir ao encontrar os animais”, afirmou.

Inscrições

A palestra integra as ações permanentes de educação ambiental desenvolvidas pela Sema e pelo Parque Arthur Thomas. Ao todo, foram disponibilizadas 100 vagas para o evento. As inscrições podem ser realizadas até as 12h de quinta-feira (28) por meio do LINK ou clicando no QR Code do cartaz.

(Com informações do N.Com)

Imagem ilustrativa da imagem Convivência com macacos-prego é tema de palestra em Londrina nesta quinta
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