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Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 17/01/2022, 17:03

Centro de Imunização da Zona Norte abre as portas para as crianças

Vacinação contra a Covid do público de 5 a 11 anos começou de forma ampliada em Londrina em clima de alegria e projeção de mais segurança

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Pedro Marconi - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Pedro Marconi - Grupo Folha
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Um misto de emoções reunidas num mesmo lugar: ansiedade seguida de alívio, alegria, esperança. Tudo isso provocado por um gesto simples, mas crucial para preservar e proteger um bem único, que é a vida. Esse clima festivo marcou o primeiro dia de vacinação contra a Covid-19 do público infantil no Centro de Imunização da Zona Norte de Londrina, que abriu as portas para as crianças de cinco a 11 anos e suas famílias nesta segunda-feira (17). 

Imagem ilustrativa da imagem Centro de Imunização da Zona Norte abre as portas para as crianças Imagem ilustrativa da imagem Centro de Imunização da Zona Norte abre as portas para as crianças
|  Foto: Pedro Marconi - Grupo Folha
 

Uma mudança de perfil dos vacinados que não ficou restrita na faixa etária, mas também no ambiente, que ganhou painéis com super-heróis, bexigas, desenhos e personagens dos filmes que fazem parte do imaginário das crianças. A primeira da fila foi a Gabrielly de Oliveira, de oito anos, que acordou bem cedo e foi levada pela mãe, a dona de casa Solange de Oliveira. As duas moram no jardim Padovani, zona norte da cidade. 

A Gabrielly “acusou” a picada da agulha no braço, porém, mais que o incômodo momentâneo foi a sensação de dever cumprido. “Estou protegida agora”, resumiu a garota, que tem anemia falciforme, doença caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue. “Estamos muito agradecidas e aliviadas. Tenho uma adolescente em casa, de 15 anos, que já tinha vacinado e só faltava a mais nova. Vai nos trazer mais segurança”, destacou Solange. 

Gabrielly de Oliveira, 8, foi a primeira a chegar na unidade e foi acompanhada da mãe, Solange Gabrielly de Oliveira, 8, foi a primeira a chegar na unidade e foi acompanhada da mãe, Solange
Gabrielly de Oliveira, 8, foi a primeira a chegar na unidade e foi acompanhada da mãe, Solange |  Foto: Isaac Fontana/Framephoto/Folhapress
 

Quem também não escondeu a alegria foi a comerciante Silvana da Silva, que acompanhou o filho Nicolas da Silva Faustino, de 11 anos. “É muito importante que os pais tragam os filhos para vacinar, porque eles são o futuro do Brasil”, afirmou a mãe. “Essa vacina significa imunidade e vida. Nem doeu”, resumiu Nicolas. 

ANO LETIVO 

As famílias relataram que o imunizante representa mais tranquilidade para o ano letivo de forma presencial depois de um longo período de aulas remotas ou com diversas restrições. O pequeno Benicio Miranda Faraco, de 6 anos, foi até a unidade com roupas alusivas ao personagem Hulk, conhecido pela força. No caso do Benicio o poder dele foi a consciência sobre o papel da vacinação. “Vou poder voltar para a escola e ver meus amigos. Tem que continuar se cuidando."

“O Benicio tem diabetes e o cuidado em casa é redobrado por conta disso. Estamos praticamente dois anos com ele tendo aula on-line, nos privando de contato com outras pessoas, de ir ver os parentes. Agora ele vai poder voltar pouco a pouco para a escola, a conviver novamente com os amigos”, comemoram os pais, Paulo Faraco e Carmelita Miranda Faraco. Carmelita perdeu um irmão vítima do coronavírus. 

O pequeno Benicio Miranda Faraco foi vestido de super-herói para receber a dose O pequeno Benicio Miranda Faraco foi vestido de super-herói para receber a dose
O pequeno Benicio Miranda Faraco foi vestido de super-herói para receber a dose |  Foto: Isaac Fontana/Framephoto/Folhapress
  

Quem também espera retomar a rotina de forma gradual com a primeira dose garantida é Rhyan Brito, de 11 anos. “A vacina vai dar mais segurança para falar com os meus amigos, me divertir. Além disso vai evitar que, caso me infecte, fique grave”, lembrou. “A vacina vem para proteger. Não acredito que fariam algo para prejudicar. Em casa todos nós vacinamos e não tivemos problema nenhum”, comentou a administradora de imóveis Rose Brito, que registrou cada momento do filho com fotos e vídeos.  

"A vacina vai dar mais segurança para falar com os meus amigos, me divertir", afirma Rhyan Brito "A vacina vai dar mais segurança para falar com os meus amigos, me divertir", afirma Rhyan Brito
"A vacina vai dar mais segurança para falar com os meus amigos, me divertir", afirma Rhyan Brito |  Foto: Pedro Marconi - Grupo FOLHA
 

VAGAS

A vacinação das crianças em Londrina começou de maneira simbólica no fim de semana, com a aplicação de dez doses, dando o ponta pé inicial na campanha estadual deste público. O município recebeu 2.840 doses pediátricas. Nesta segunda-feira estavam sendo ofertadas 1.500 vagas para meninos e meninas com cadastro validado com comorbidade comprovada e nascidos até 30 de junho de 2010, no entanto, até o período da manhã pouco mais de 400 estavam preenchidas. 

“É preciso ir ao site da prefeitura (https://www.londrina.pr.gov.br/) aqueles que já estão com o cadastro validado para fazer o agendamento. Preparamos uma estrutura diferenciada no centro de imunização da zona norte, com decoração e material lúdico para que tornemos esse momento o mais atrativo possível. Entretanto, para que as crianças possam ter acesso à sala de vacinação, compete ao pai e ao responsável garantir esse direito sagrado, que é a vacina”, ressaltou o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado. 

MAIS DOSES

Mais de 16 mil crianças já foram cadastradas, mas a secretaria calcula que o público infantil seja bem maior, em torno de 40 mil. A expectativa da secretaria é que nesta semana cheguem mais três mil doses, fazendo com que seja ampliada a faixa etária, de forma decrescente. “Temos capacidade e planejamento para vacinar todas antes do início do ano letivo. O que vai dizer se isso vai ser ou não possível será o acesso ao número de doses que teremos até lá”, ponderou Machado. 

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- Vacinação pediátrica contra a Covid: tire suas dúvidas

A imunização das crianças será apenas no centro da zona norte, que deverá deixar, pelo menos, uma sala exclusiva para recepcioná-las. O intervalo entre a primeira e a segunda dose pediátrica da Pfizer é de oito semanas. 

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