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Londrina

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m de leitura Atualizado em 16/01/2022, 20:05

Londrina começa a vacinar crianças contra a Covid-19

Londrinenses foram os primeiros a receber as doses do imunizante pediátrico aplicados no Paraná em campanha lançada no último sábado (15)

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Marcos Roman - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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A londrinense Isadora Despensieri foi a primeira criança a ser vacinada contra a Covid-19 no Paraná. A imunização da menina de 6 anos que reside no Jardim Jamaica, zona oeste de Londrina, aconteceu na manhã de sábado (15), no Centrolab, marcando o início da campanha que vai atender o público paranaense de 5 a 11 anos. A meta da Secretaria Estadual de Saúde é vacinar nos próximos meses mais de 1 milhão de crianças nesta faixa etária.  

Acompanhada da mãe, a londrinense Isadora Despensieri, 6 anos, foi a primeira criança a ser imunizada no Paraná Acompanhada da mãe, a londrinense Isadora Despensieri, 6 anos, foi a primeira criança a ser imunizada no Paraná
Acompanhada da mãe, a londrinense Isadora Despensieri, 6 anos, foi a primeira criança a ser imunizada no Paraná |  Foto: Isaac Fontana/Framephoto/Folhapress
 

“As crianças sofreram demais com a pandemia, pois foram privadas de tudo sem ter consciência do que estava acontecendo. É um alívio saber que a partir de agora elas estarão imunizadas contra essa doença terrível”, afirmou Gisele Despensieri, mãe de Isadora. Acompanhada do marido Fernando e do filho Henrique, 10 anos, ela comemorou com emoção da imunização da filha caçula. “Ela tem a imunidade muito baixa devido a uma síndrome rara chamada 1P36, que afeta o sistema cognitivo. Saber que agora ela estará protegida contra a Covid-19 é um motivo de muita alegria para toda a família”, enfatizou. 

Isadora foi uma das dez crianças londrinenses que receberam as primeiras doses da vacina Pfizer direcionada ao público infantil no Paraná. O lançamento da campanha estadual de imunização contou com a presença dos secretários estadual e municipal de Saúde. “Nossa meta é vacinar 1 milhão e 75 crianças em todo o Paraná que estão dentro dessa faixa etária.  Pedimos que todos os pais levem seus filhos para vacinar, pois essa é única maneira de garantir de forma segura o retorno presencial das aulas nas redes municipais. Nenhuma criança será vacinada sem autorização dos pais e também não será necessário receita médica para receber a vacina”, destacou Beto Preto, secretário estadual de Saúde. 

Ele ressaltou que o Paraná recebeu e distribuiu 65,5 mil imunizantes pediátricos na última sexta-feira (14). A 17ª Regional de Saúde de Londrina recebeu 5.150 doses, das quais 4.800 para as crianças de 5 a 11 anos e 350 para as indígenas. Uma força-tarefa foi organizada pelo governo do Estado para acelerar a distribuição das vacinas pediátricas para as 22 Regionais de Saúde.  

VACINAÇÂO INFANTIL SERÁ REALIZADA APENAS NA ZONA NORTE 

O servidor público federal Alessandro Sato com o filho Gabriel, de 8 anos O servidor público federal Alessandro Sato com o filho Gabriel, de 8 anos
O servidor público federal Alessandro Sato com o filho Gabriel, de 8 anos |  Foto: Isaac Fontana/Framephoto/Folhapress
 

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, mais 16 mil  londrinenses realizaram o cadastro para a aplicação da vacina contra a Covid-19 em crianças com idade entre 5 a 11 anos. Na primeira etapa da vacinação infantil que terá início nesta segunda-feira (17) serão imunizados pacientes com comorbidade ou deficiência permanente, além de crianças com 11 anos que nasceram até 30 de junho de 2010. As doses serão aplicadas exclusivamente no Centro de Imunização da Zona Norte (Rua Luiz Brugin, 570, Conjunto Maria Cecília) e a criança, obrigatoriamente, terá que estar acompanhada do pai ou do responsável legal.    

Os pais ou responsáveis que registraram as crianças com doenças pré-existentes ou deficiência terão que apresentar a documentação comprobatória na secretaria municipal de Saúde, na avenida Theodoro Victorelli, 103. No envelope terão que estar a declaração médica e cópia dos documentos da criança.  

Amanda Renata da Silva levou a filha Ana Laura, de 6 anos, para receber o imunizante Amanda Renata da Silva levou a filha Ana Laura, de 6 anos, para receber o imunizante
Amanda Renata da Silva levou a filha Ana Laura, de 6 anos, para receber o imunizante |  Foto: Isaac Fontana/Framephoto/Folhapress
 

"Baseado no censo escolar, temos uma população de aproximadamente 40 mil crianças nesta faixa etária de 5 a 11 anos. Com o início da vacinação a estimativa é de que a adesão dos pais ganhe mais força. Neste primeiro lote recebemos 2.890 vacinas da Pfizer que serão destinadas aos grupos prioritários já divulgados. Por se tratar de uma vacina diferenciada, vamos concentrar as imunizações apenas no CCI da Zona Norte, onde montamos uma estrutura adequada para receber o público infantil garantindo a segurança da nossa equipe e também das crianças que receberão as vacinas”, informou Felippe Machado, secretário municipal de Saúde.  

O cadastro e o agendamento da vacina deve ser feito no site www.londrina.pr.gov.br.

Pais comemoram início da imunização pediátrica

A emoção tomou conta dos pais das crianças que receberam as primeiras doses da vacina pediátrica contra a Covid-19 durante a abertura da campanha estadual de vacinação infantil que aconteceu no último sábado (15), em Londrina. Após perder o esposo que morreu há apenas três meses vítima do coronavírus, a assistente de compras Amanda Renata da Silva comemorou a imunização da filha Ana Laura, de 6 anos.  

“Meu marido pegou Covid trabalhando e acabou morrendo por causa dessa doença. Eu já tomei as três doses da vacina, mas tinha muito medo que a minha filha também fosse contaminada. É uma sensação de alívio e uma alegria tão grande viver esse momento e saber que ela poderá ir pra escola protegida, pois como ela tem Síndrome de Down, os cuidados precisam ser redobrados”, afirmou Amanda. 

Pai de Gabriel, 8 anos, o servidor público federal Alessandro Sato foi o primeiro a entregar na Secretaria Municipal de Saúde a documentação que comprova que o filho faz parte do grupo prioritário escolhido para receber as primeiras doses do imunizante contra a Covid-19. “A gente já esperou demais até chegar nesse momento. Já era para todas as crianças estarem vacinadas, pois além de protegê-las contra a Covid, a vacina impede que elas transmitam a doença para outras pessoas da família. Fiz o cadastro do meu filho em dezembro e quando solicitaram a entrega dos documentos para as crianças com comorbidade ou deficiência permanente logo entreguei o envelope com os exames que comprovam que ele possui a síndrome de Cornélia de Lange, que provoca retardo mental. É um grande alívio saber que agora as crianças também estarão protegidas”, ressaltou Sato.    

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