Banco de Olhos de Maringá suspende captação por uma semana
Serviço foi normalizado nesta quarta; durante período que serviço ficou interrompido por falta de conservantes doações deixarem de ser realizadas
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quinta-feira, 26 de setembro de 2019
Serviço foi normalizado nesta quarta; durante período que serviço ficou interrompido por falta de conservantes doações deixarem de ser realizadas
Pedro Marconi - Grupo Folha 
Foi normalizada nesta quarta-feira (25) a captação de córneas no Banco de Olhos de Maringá (Noroeste). A instituição havia suspendido o serviço em 18 de setembro. A justificativa foi a falta do conservante para os tecidos oculares - responsável pela preservação do órgão. De acordo com a gestora da entidade, Islayla Simas, a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) encaminhou duas caixas com os produtos no início da tarde de quarta. Durante o período em que o serviço esteve suspenso, cinco doações deixaram de ser feitas, segundo a gestora.
Cada caixa é suficiente para seis doações. O banco realiza a captação de 20 a 25 córneas mensalmente. “Pode ser que acabe novamente e tenhamos que suspender outra vez. A expectativa é de que a secretaria vai regularizar após estas caixas”, destacou. A gestora afirmou que o conservante deixou de ser encaminhado há cerca de 20 dias e a instituição fez a reposição enquanto pôde. “Fizemos isso para suprir por mais alguns dias, enquanto o Estado não mandava. Por causa do valor, não conseguimos comprar mais”, explicou.
Durante o período em que o serviço esteve suspenso, cinco doações deixaram de ser feitas. “Com uma doação até quatro pessoas podem ser beneficiadas, pois dá para aproveitar, além das córneas, as escleras (mais conhecidas como 'branco do olho')”, explicou. Segundo Simas, o poder público já vinha enviando menos frascos do produto, chegando a, no máximo, dez, o que já estava fazendo com que o Banco de Olhos da Cidade Canção bancasse o restante. Atualmente, o Paraná conta com três bancos de olhos: Maringá, Cascavel (Oeste) e Londrina.
A fila de espera pela doação de córneas é de 280 pessoas no Estado, em levantamento atualizado da Sesa, de agosto de 2019, sendo a maioria na faixa etária superior aos 65 anos. Somente nos oito primeiros meses deste ano 581 pacientes foram beneficiados, sendo que 138 córneas foram transplantadas em Londrina, 86 em Cascavel e 40 em Maringá.
EMPENHO EMERGENCIAL
A Sesa, por meio de texto encaminhado à reportagem, defendeu que está “promovendo adequações no processo licitatório do conservante e liberou um empenho em caráter emergencial para a compra de novos insumos para garantir a continuidade do serviço, superando uma realidade que atualmente onera substancialmente o erário, por conta de valores que atendam tão somente os interesses de fornecedores, mas, que estão em desacordo com aquilo que é praticado e balizado pela tabela SUS (Sistema Único de Saúde).”
A pasta ainda apontou que “não houve pausa na captação na região de Maringá” e que “os hospitais realizaram uma mudança no fluxo, sendo que, assim que captavam as doações, em vez de encaminharem para o Banco de Olhos de Maringá, passaram a enviar para o Banco de Olhos de Londrina para a preservação do tecido”. “Ou seja, nenhuma doação foi prejudicada. Não houve paralisação nas captações, o que ocorreu foi um remanejamento de instituições”, elencou.
“Onde o banco de olhos atua foi paralisado”
Islayla Simas discordou do apontamento da secretaria e sustentou que “houve, sim, prejuízo”, como em Maringá e Sarandi. “Onde o banco de olhos atua foi paralisado”, frisou a gestora. “Tem estoque de córneas em Londrina, entretanto, conforme tem mais gente precisando e paralisamos o serviço, a fila pode aumentar, pois, o estoque não supre”, acrescentou.
CASCAVEL
Em razão do mesmo problema, o Banco de Olhos de Cascavel também chegou a interromper as captações na semana passada. A suspensão foi anunciada no dia 18, no entanto, foi restabelecida no dia seguinte, após um empréstimo de conservantes ser promovido junto à instituição londrinense. São cerca de 40 doações por mês no banco do município da região Oeste.
Desde abril, a providência para compra dos insumos, que era dos bancos, passou a ser responsabilidade da Sesa, em tratado firmado entre as partes. “Nosso compromisso é ampliar o acesso do cidadão aos serviços de excelência do SUS no Paraná, principalmente, pela histórica e inédita posição de liderança relacionada aos transplantes no Estado”, assegurou a Secretaria de Estado da Saúde.
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