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Londrina

CRUELDADE 5m de leitura Atualizado em 19/11/2021, 12:08

Anta é encontrada morta com marca de tiro na zona rural de Londrina

O animal é considerado o maior mamífero do Brasil e está em risco de extinção

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Reportagem local
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Após denúncias de moradores, a Ong MAE (Meio Ambiente Equilibrado) localizou uma anta morta, abatida com ao menos um tiro de arma de grosso calibre, no Patrimônio Regina, região da Mata dos Godoy, zona sul de Londrina. O animal é um macho, com mais de 200 quilos, e foi encontrado a partir de buscas da equipe de biólogos da entidade, em uma plantação na zona rural sul de Londrina. A propriedade onde o animal foi encontrado é próxima ao trecho municipal da Rodovia Mábio Gonçalves Palhano.

Anta tinha mais de 200 quilos: caça é crime ambiental
Anta tinha mais de 200 quilos: caça é crime ambiental |  Foto: Divulgação Ong MAE
 

A caça de animais da Mata Atlântica configura crime ambiental com pena de até um ano de cadeia, triplicado se o caçador for profissional registrado. O tiro abriu um buraco na lateral direita da anta, considerada o maior mamífero do País e em risco de extinção. ‘É triste e chocante”, lamentou o biólogo Marcelo Arasaki.

VEJA TAMBÉM: O que fazer quando o animal de estimação foge de casa?

Segundo a entidade, foi a terceira anta encontrada morta pela nos últimos três meses. No ritmo de mortes, estudos da Ong MAE estimam que em dez anos ou menos elas deixarão de existir no território de Londrina. Antes, em outubro, uma anta morta foi encontrada pela Ong atropelada na PR-538.

A anta é considerada como “jardineira da floresta”. É dos poucos animais capazes de comer e semear grandes árvores pelo território onde sobrevive. Sem elas, as florestas tendem a ficar menores e mais pobres, com menos variedade de espécies. "Se não fizermos nada para combater a caça e os atropelamentos, chegaremos à extinção delas em Londrina muito mais rápido do que imaginávamos", denunciou Gustavo Góes, gestor ambiental da Ong MAE. (Com informações da Ong MAE)

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