PONTO ANTIGO -

Ambulantes e taxistas terão que sair para prefeitura construir ciclovia na Rio Branco

Obra será feita pela mesma empreiteira que está erguendo a trincheira na avenida Leste-Oeste

Rafael Machado - Grupo Folha
Rafael Machado - Grupo Folha

Tradicional ponto dos londrinenses nas madrugadas, as barraquinhas de lanche da avenida Rio Branco, perto da esquina com a Tiradentes, terão que sair do local nas próximas semanas. A determinação vem da Secretaria de Obras, que pretende liberar o espaço para construção de uma ciclovia e implantação de faixas exclusivas para ônibus nos dois sentidos da via. 

 

Ponto de táxi e barraquinhas de lanche na Avenida Rio Branco sairão do local
Ponto de táxi e barraquinhas de lanche na Avenida Rio Branco sairão do local | Gustavo Carneiro
 



A medida também vale para os taxistas. Segundo o secretário responsável pela pasta, João Verçosa, os trabalhos serão executados pela TCE Engenharia, que está fazendo a trincheira entre a Rio Branco e a avenida Leste Oeste. O projeto prevê a demolição das calçadas, mudanças das bocas de lobo e diminuição do canteiro em pouco mais de um metro para que a terceira faixa, no caso a específica para o transporte coletivo, saia do papel. 


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Verçosa explicou que a prefeitura não vai gastar nada porque os custos da ciclovia estão dentro do contrato da trincheira, assinado em dezembro do ano passado em cerimônia que inclusive contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Entre recursos municipais e federais, a obra vai custar cerca de R$ 25,5 milhões. 


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Questionado, o secretário disse que os pontos de táxi deveriam ter sido retirados na semana passada. Ele não soube afirmar se os ambulantes teriam sido avisados com antecedência da necessidade de saírem do lugar. Procurada, a assessoria de imprensa da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) informou que aguarda a posição da Secretaria de Obras sobre o início da instalação da ciclovia para só depois notificar os ambulantes. 


Nem a companhia e o secretário responderam à FOLHA se outro ponto já foi escolhido para os comerciantes trabalharem. 


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