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Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 25/05/2022, 16:46

Ambientalistas pedem redutor de velocidade na Mábio Palhano

Objetivo da ONG MAE é diminuir o número de atropelamentos de animais na rodovia da zona sul de Londrina

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de maio de 2022

Rafael Machado - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Roberto Custódio
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A ONG MAE (Meio Ambiente Equilibrado) tenta encontrar formas para diminuir o número de atropelamentos de animais nas rodovias que cortam Londrina. Segundo pesquisa feita pela própria entidade entre março de 2018 e janeiro de 2019, a PR-538, mais conhecida como Rodovia Mábio Gonçalves Palhano, é a via que mais registra esse tipo de acidente. 

Os ambientalistas enviaram um ofício à Prefeitura de Londrina, Câmara Municipal e Consemma (Conselho Municipal do Meio Ambiente) sugerindo a instalação de um redutor de velocidade ou até mesmo um radar no trecho de aproximadamente 10 quilômetros que vai da Venda dos Pretos até o Ribeirão Três Bocas. 

"Muita gente não sabe, mas essa parte da rodovia é municipal, daí o motivo de termos procurado a prefeitura. Ali morrem muitos quatis, mas temos também óbitos de animais de grande porte, como as antas e até onças-pardas", apontou Gustavo Goés, membro da ONG que fez o levantamento. 

LEVANTAMENTO

Durante 10 meses, os pesquisadores fizeram 40 viagens e percorreram 3,6 mil quilômetros nas rodovias da região. No total, eles encontraram 337 animais, a maioria mamíferos, que morreram atropelados, sendo 166 na Mábio Palhano, 119 na PR-445 e 52 na PR-218, ou Rodovia João Alves da Rocha Loures, que liga a zona sul da cidade até o distrito de Maravilha. 

Só a Mábio Palhano responde por 49% de todos os animais localizados mortos. O ofício da ONG MAE menciona outras medidas a longo prazo, como a construção de uma ponte elevada e cercada dos dois lados para direcionar os bichos e a regularização das rodovias a portarias da Sema estadual (Secretaria do Meio Ambiente) que falam sobre o tema. 

"É claro que o redutor de velocidade é a medida mais urgente, mas é importante que o Município aprofunde o entendimento sobre esse assunto. Não estamos falando somente dos animais, mas também dos motoristas e motociclistas que podem perder a vida", comentou Goés. 

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Meses após a conclusão do levantamento, o integrante da ONG explicou à FOLHA que apresentou os dados coletados em uma reunião do Consemma com participação de representantes do poder público municipal. "A discussão não avançou. Veio a pandemia (de coronavírus) e o debate esfriou ainda mais", comentou. 

Para Gustavo Goés, outra indicação feita no documento encaminhado à prefeitura foi a instalação de um sonorizador, modelo que, segundo ele, já é realidade em outras cidades brasileiras. "Seria uma estrutura que emitiria barulhos para afugentar os animais. A forma de implantação deve ser aprimorada, melhor debatida, mas poderia ser uma saída", completou. 

A entidade ambiental encaminhou também ofício ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem), que ainda não respondeu a solicitação. Procurada, a assessoria de imprensa da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) informou que a análise de colocação do redutor demora entre 45 e 60 dias assim que o documento chegar no órgão. 

Conforme a companhia, os técnicos avaliam a disponibilidade e a demanda de pedidos que já tramitam internamente. 

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