Integrantes do projeto Queimada Zero farão o plantio de 500 mudas de árvores nativas no fundo de vale do Lago Cabrinha (região norte de Londrina), nesta quinta-feira (9), das 8h às 17h, com participação aberta a toda a comunidade. As espécies selecionadas incluem sibipiruna, pau-ferro, angico, ipê-rosa, ingá, acerola, amora e pitanga, entre outras. O Queimada Zero é uma iniciativa da Escola Social Marista Irmão Acácio.

A ação é realizada em parceria com a Sema (Secretaria Municipal do Ambiente), que fez a doação das mudas, a abertura dos berços e participará do plantio, por meio da equipe do Viveiro Municipal. Já a Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento forneceu maquinário e pessoal para os trabalhos operacionais de recuperação da nascente do fundo de vale.

Outros parceiros incluem o Tiro de Guerra de Londrina, que vai levar 20 atiradores para ajudar no plantio, e a UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), que efetuará análises genômicas e ambientais do local como base para um estudo científico.

O Queimada Zero é uma iniciativa da Escola Social Marista Irmão Acácio, idealizada pela professora de biologia e biotecnologia da instituição, Mariana Grotti. Reportagem publicada pela FOLHA em agosto acompanhou a professora e alguns alunos até a área de lazer para contar sobre a iniciativa.

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Consciência ambiental

“ No ano passado, fizemos o plantio de 50 árvores no fundo de vale do Lago Cabrinha, e os estudantes também vão participar da ação desta quinta (9). Além do plantio, também trabalhamos esse conteúdo em sala de aula. Os alunos participaram de palestras, fizeram atividades de conscientização da comunidade e utilizaram o aplicativo de georreferenciamento Life 360º para mapear o local e as ações no entorno dele”, salientou a professora.

Ainda segundo Grotti, é fundamental proporcionar a consciência ambiental para a população, para que as pessoas entendam que a natureza é um bem comum que deve ser cuidado por todos.

“Em uma etapa futura do Queimada Zero, vamos fazer também o plantio de espécies que são utilizadas como alimento, conforme o conceito de agrofloresta. Os estudos mostram que as pessoas tendem a não jogar lixo e atear fogo nos espaços onde essas plantas estão presentes. É importante destacar que a escola vai fazer o monitoramento constante da área, e inclusive vamos conduzir um projeto de educação informal em que os estudantes vão ter aulas no local do reflorestamento. A ideia é que esse seja um projeto-piloto para embasar a implantação de outras iniciativas do tipo nos fundos de vale de Londrina”, frisou a professora.

A assessora de Educação Ambiental da Sema, Lidiani Damiani, sublinhou que a pasta procura incentivar e oferecer apoio a ações dessa natureza. “É muito importante que a comunidade se engaje e se organize para contribuir para o reflorestamento e o cuidado dos fundos de vale. Isso tem um poder muito grande de conscientização, mobilização e transformação social, e por isso a Sema busca oferecer suporte a essas iniciativas”, realçou.

(Com informações do N.Com)

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