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m de leitura Atualizado em 19/01/2022, 09:57

Acesf quer construir cemitério vertical na zona sul

Estrutura seria levantada em terreno que fica ao lado da unidade da PEL; Londrina tem cerca de 45 mil sepulturas nos 14 cemitérios públicos

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Pedro Marconi - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha
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Um terreno de mais de 40 mil metros quadrados que fica ao lado da unidade dois da PEL (Penitenciária Estadual de Londrina) e em frente à Casa de Custódia, na região sul de Londrina, poderá receber um cemitério vertical municipal. A ideia é da Acesf (Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina), que projeta que o local possa abrigar de 25 mil a 30 mil jazigos caso o projeto se torne realidade. 

De acordo com a superintendência da Acesf, área foi desapropriada para o desenvolvimento do sistema penal, mas o Estado já sinalizou que não  pretende utilizar o espaço De acordo com a superintendência da Acesf, área foi desapropriada para o desenvolvimento do sistema penal, mas o Estado já sinalizou que não  pretende utilizar o espaço
De acordo com a superintendência da Acesf, área foi desapropriada para o desenvolvimento do sistema penal, mas o Estado já sinalizou que não pretende utilizar o espaço |  Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha
 

A área foi desapropriada em 2009 tendo como destinação o desenvolvimento do sistema penal, conforme escritura registrada na prefeitura. No entanto, passados cerca de 13 anos nada foi feito no lugar, que está vazio e acumula mato. No ano passado, o Depen (Departamento Penitenciário do Estado do Paraná) foi questionado pelo poder público municipal se ainda havia interesse em levantar um presídio no terreno. 

Segundo o superintendente da Acesf, Péricles Deliberador, o Estado já sinalizou que não pretende utilizar o espaço. Agora, o processo está nos trâmites burocráticos dentro da própria prefeitura, com a autarquia aguardando o parecer se o Executivo pode repassar o terreno para ela. “Devemos terminar em breve as capelas mortuárias da zona sul (na avenida Guilherme de Almeida) e não temos um cemitério nessa região. Seria importante essa construção para melhorar a possibilidade de atendimento na cidade”, destacou. As capelas que estão sendo levantadas na antiga sede da usina de asfalto do Pavilon devem ficar prontas em março.

O planejamento inicial é que de que o município banque a edificação do cemitério, no entanto, não está descartada uma parceria público-privada. “Não temos valores ainda (de quanto vai custar), mas terá que construir muros, mais uma capela mortuária, pelo menos, salas administrativas. Não será pouco valor (para investimento)”, detalhou. 

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AMPLIAÇÃO

Londrina tem cerca de 45 mil sepulturas nos 14 cemitérios públicos. Deliberador garantiu que a cidade não enfrenta escassez de túmulos, no entanto, algumas medidas vêm sendo adotadas para ampliar o número. “Deveremos construir de 300 a 500 jazigos verticais no Jardim da Saudade, na zona norte. Temos autorização da Sema (Secretaria Municipal de Ambiente), verba pronta. Faremos a concessão de uso depois da construção”, explicou. 

O custo previsto é de R$ 600 mil. A Acesf está vendo ainda a possibilidade da mesma empresa que construiu estruturas parecidas em outros cemitérios possa ser responsável pela obra, caso ainda tenha vínculo com o município. Do contrário, uma licitação terá que ser lançada. A autarquia também está requerendo sepulturas que não estão sendo mais utilizadas nos cemitérios, como o São Pedro, no centro, e Padre Anchieta, na zona leste. Por lei, o permissionário não pode vender para terceiros. 

“A parte mais difícil (de demanda por sepulturas) passamos ano passado, com um excesso de óbitos pela Covid-19. Chegamos a ter 15, 16 falecimentos apenas por coronavírus em um dia no ano passado, fora os óbitos por outros motivos. Neste mês temos vários dias sem nenhum. Mostra que a vacina está obtendo resultados importantes”, comentou. 

Atualizada às 9h57

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