A ovinocaprinocultura é opção para agregar valor à propriedade: em dois ou três alqueires é possível implementar 300 a 400 animais
A ovinocaprinocultura é opção para agregar valor à propriedade: em dois ou três alqueires é possível implementar 300 a 400 animais | Foto: Arquivo FOLHA



Uma passeada pelo Parque de Exposições Ney Braga e, sem dúvida, o visitante fará uma parada para ver os animais que chamam a atenção pela beleza e porte. Ovinos e caprinos de diferentes raças já são figuras carimbadas na ExpoLondrina, e como crescem de volume! Se em 2014, por exemplo, eram cerca de 300 animais, agora a Sociedade Rural do Paraná (SRP) confirma este ano que serão em torno de 1,1 mil cabeças, ou seja, quase quatro vezes mais neste período.

Bem, se há animais, sem dúvida é porque existem negócios. Criadores de todo o País confirmaram presença na Expo2018, seja para expor o seu plantel ou mesmo para adquirir novos animais. Do volume total, são 200 caprinos – raças Boer (carne), Saanen e Anglo Nubiano (ambas de leite) – e 900 ovinos, sendo a maioria das raças nacionais Dorper, White Dorper e Ile de France – todos com a aptidão para carne. Outras raças de ovinos que estarão em Londrina são Suffolk, Pool Dorset e Textel, além de Lacaune e Bergamácia, originários de França e Itália, respectivamente. "Este ano como novidade teremos a venda de sorvete, queijo e iogurte de leite de ovelha, além de espetinho de carne de cordeiro", salienta o diretor de ovinocultura da SRP, Luiz Fernando Cunha Filho.

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Entre os eventos, um deles já inicia nesta quinta-feira (5) e segue até o final da feira. O Shopping do Textel conta com reprodutores, pais de cabanha, matrizes PO e matrizes comerciais. O parcelamento dos animais pode ser feito em até dez vezes no cartão. Já a partir do dia 10, iniciam o julgamentos de diversas raças na pista Osmar Dias, além da 12ª Exposição Nacional de Dorper e White Dorper. Estão programados ainda ao longo da feira workshops, leilões de animais, julgamentos, exposição, vendas de produtos e espaço gastronômico.

O diretor explica que o crescimento da movimentação na Expo é reflexo do mercado aquecido, principalmente ligado ao consumo da carne. "Há uma procura muito grande na compras de reprodutores e matrizes, para aumentar rebanho, e isso reflete na exposição. Os produtores saem da Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais para vender seus animais. Tanto os mercados regional como nacional estão aquecidos", explica.

E basta dar uma olhada nos números de mercado para perceber todo o potencial. Enquanto o valor da arroba do boi gira em torno de R$ 140 a R$ 150 atualmente, no caso do carneiro é o dobro, ficando entre R$ 300 a R$ 350. "O conhecimento dos produtores é muito bom (no segmento) e alguns de outras atividades também entraram na ovinocultura. Nossa terra é cara e precisamos agregar valor, tanto em pequenas áreas ou naquelas que não é possível plantar. Em dois ou três alqueires é possível implementar 300 a 400 animais."

Em relação aos custos de produção, Cunha Filho explica que a alimentação está mais pesada atualmente, depois da nova alta do milho. "O principal continua sendo a (dificuldade na) mão de obra. Nesta edição, temos um produtor que está vindo da Bahia e aproveita para trazer três funcionários para fazer os minicursos disponíveis. Está aproveitando a viagem para capacitar os funcionários deles."

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