As chuvas prejudicaram bastante a produção de feijão da seca na região de Ivaiporã. Nem por isso, porém, os plantadores terão preços melhores: se a produção não foi reduzida no volume por um lado, por outro foi prejudicada na qualidade do produto, e os cerealistas aproveitam para enquadrar a mercadoria em uma classificação inferior, pagando o preço correspondente àquele tipo. Afinal, eles também não podem perder.

Em média, os produtores estão recebendo Cr$ 650 a saca: Cr$ 780 a Cr$ 800 para o Jalo; Cr$750 para o Rosinha, Cr$ 780 para variedades Carnaval e Carioquinha. Nos demais os preços variam de Cr$ 400 a Cr$ 600 a saca. Um preço muito bom, segundo comerciantes, mas apenas razoável para os produtores, que reclamam do alto custo de produção.

Alguns lotes da variedade Jalo chegaram a Cr$ 900 esta semana para o produto que foi colhido antes da chuva. Quem colheu Jalo ganhou dinheiro. O resto apenas teve um lucro razoável, não perdeu dinheiro, mas não se pode dizer que ganhou muito – segundo Sebastião Amaro, produtor em Rosário. O lucro pequeno para uma atividade de muito risco.

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O comerciante Emílio Marques Moraes disse que a produção de feijão será a mesma, que ninguém perdeu feijão “na quantidade”. O produto apenas foi depreciado, não reduzido. O prejuízo foi na qualidade. O que não há mesmo é a propalada escassez, explica Marques Moraes. De junho em diante, segundo ele, começa a entrar produto do Mato Grosso.

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