Angelo Celestino com os filhos, Tânia e Sidnei: “A cooperativa já faz parte da nossa família e vamos passando para as futuras gerações”
Angelo Celestino com os filhos, Tânia e Sidnei: “A cooperativa já faz parte da nossa família e vamos passando para as futuras gerações” | Foto: Marcos Zanutto

Há 40 anos, quando Angelo Celestino se tornou um cooperado da Cocamar talvez ele não imaginasse a potência que o sistema iria se transformar e como isso ajudaria no seu sucesso como produtor no Paraná. Nascido no interior de São Paulo, na cidade de Avaré, Celestino veio para Ivatuba (Região Metropolitana de Maringá), na década de 1960 e, em confronto com as tendências da época, arrancou os pé de café da terra, plantou algodão por três anos e, logo depois, partiu para soja. Audacioso que só!

Na propriedade de 88 alqueires distribuídas em cinco talhões, a família grande de sete pessoas - entre esposa, filhos e netos - vive do faturamento da produção de soja e milho, sempre com a técnica de rotação de cultura como peça chave para conservação de solo e ganhos de produtividade. Aliás, Celestino já ganhou diversos prêmios por fazer esse trabalho com excelência. Em 1988, por exemplo, recebeu da prefeitura de Ivatuba o título de “Pioneiro Conservacionista”.

Celestino, aos 83 anos, tem plena certeza de que transferiu para a família a importância do cooperativismo. Todos têm plena consciência que a escolha do pai foi fundamental para o sucesso da propriedade. “Nos entendemos muito bem com as cooperativas, o pessoal é muito bom com a gente e bem honesto. Antes, existiam os cerealistas particulares, mas com o tempo eles foram perdendo força para as cooperativas.”

O filho Sidnei define em uma palavra o cooperativismo para os Celestino: segurança. Ele sabe o impacto que a escolha do pai teve para a família. “Tudo é mais tranquilo para nós, saber das novidades, facilidade para comercializar. Não precisamos ficar esperando, tudo acontece muito rápido.”

Hoje, os problemas são diferentes dos enfrentados pelo pai há quarenta anos. “Temos falta de mão de obra, muita tecnologia mas com custos elevados, oscilação do mercado e problemas climáticos, por isso a importância das inovações. A cooperativa já faz parte da nossa família e vamos passando para as futuras gerações”, comenta Sidnei, que tem duas filhas. Por fim, Tânia, outra filha dos Celestino, que cuida dos pagamentos da propriedade, destaca que a cooperativa “facilita demais para os negócios” da família.

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