Exportação da commodity e venda de colheitadeiras em ótimo ritmo
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sábado, 11 de maio de 2019
Victor Lopes - Grupo Folha 
O momento é bem interessante para a cotonicultura nacional, de acordo com informações da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O último levantamento mostra que de julho do ano passado para cá, o Brasil exportou um milhão de toneladas de algodão, um recorde histórico do levantamento.

Nesta pegada, a expectativa é de uma produção atual de 2,6 milhões de toneladas, com o Mato Grosso puxando o aumento de área em 37%, ou, 1,69 milhão de hectare. Da mesma forma que a demanda internacional segue forte, no Brasil a demanda pelo algodão continua fraca. Ou seja, para a produção crescer, a dependência do mercado externo é enorme. “Hoje o consumo interno é de 700 mil toneladas, as exportações de 2019 (ano civil) devem fechar em 1,6 milhão de toneladas, 600 mil a mais do que ano passado”, explica Bruno Pereira Nogueira, analista de mercado da Conab.

O analista comenta ainda que os dois últimos anos estão sendo bem rentáveis para os produtores. No Mato Grosso, por exemplo, o valor da arroba está na faixa dos R$ 90, mas já ultrapassou a casa dos R$ 120 em meados do ano passado. “A ideia é que o Brasil consiga exportar a fibra o ano inteiro e assim vá ganhando ainda mais mercados. Hoje, os principais compradores são Vietnã, China e Bangladesh.”
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Por fim, o analista relatou como estão os principais custos de produção da cultura: defensivos (38%), fertilizantes (17%) e sementes (10%).
LISTA DE ESPERA
O ritmo de exportação e o incremento de área produção no Brasil e também no restante do mundo fez com que a movimentação de vendas da colheitadeira da John Deere para a cultura crescesse vertiginosamente. Em entrevista à Reuters, o diretor de vendas da marca, Rodrigo Bonato, chegou a dizer durante a Agrishow que a empresa ainda está entregando as encomendadas no ano passado que não poderia receber mais pedidos para entregar neste ano. Ele complementou dizendo que as vendas do equipamento no Brasil cresceram 30%.
Em rápida entrevista à FOLHA, o presidente da John Deere no Brasil, Paulo Herrmann, disse que de fato houve um incremento de área plantada de algodão em todo o mundo e isso puxou as vendas de colheitadeira, inclusive no Brasil. (V.L.)


