Produtividade média na unidade demonstrativa de Rolândia foi de 700 arrobas por alqueire
Produtividade média na unidade demonstrativa de Rolândia foi de 700 arrobas por alqueire | Foto: Katiuscia Mizokami/Divulgação

Uma área de cinco hectares com uma produção altamente profissional e produtividade acima da média do Estado. As imagens incríveis produzidas pelo editor de fotografia da FOLHA, Sérgio Ranalli, na propriedade rural de Rolândia – uma das dez unidades demonstrativas do projeto da Acopar e que realizou a colheita nesta semana – é prova de todo o potencial do algodão no Norte do Estado. As outras unidades estão localizadas em diferentes regiões, como Cambará, Andirá, Jataizinho, Porecatu, Itaguajé, Perobal, entre outras. Quanto às lavouras comerciais, os 700 hectares são 'tocados' por cerca de 30 produtores.

A unidade demonstrativa de Rolândia, do produtor Edson Hirata e sob supervisão da Alcopar, deve fechar com produtividade de 700 arrobas por alqueire, um número representativo até para os estados que têm mais expertise na cultura. Vale dizer que hoje o custo de produção, segundo a associação, fica em torno de 280 a 300 arrobas por alqueire.

Hirata diz que este é o primeiro ano que ele testa a cultura. Ele relata que no ano passado estava buscando uma nova alternativa para fazer rotação de cultura e acabou indo conhecer o sistema do algodão num dia de campo em Sertanópolis. Da propriedade de 24 hectares, cinco foram dedicados à fibra. “Quando fui até a Bahia na safra 1999/2000, vi como a rentabilidade do algodão era excelente. Agora foi o momento de conhecer a cultura de forma mais aprofundada. Foi uma proposta e um desafio junto com a Acopar”, explica.

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Ele relata que desde o início esperava que o algodão tivesse uma boa rentabilidade. O plantio aconteceu no dia 17 de novembro e a colheita 6 de maio, em dez horas intensivas de serviço. “De 500 a 550 arrobas por alqueire, já seria um excelente negócio. Com os números que acredito que atinja (a média de 700 arrobas por alqueire ainda não está fechada) consegui o objetivo, com qualidade e produtividade.”

Em relação aos desafios do manejo, ele mescla situações que eram problemas no passado aqui no Estado e outras que chegaram para atrapalhar só nos tempos atuais. Ele citou a praga do bicudo – grande vilã que dizimou as lavouras na década de 1990 – e agora o percevejo da soja, que após a colheita da oleaginosa, acaba vindo para cima da fibra que ainda está no campo. “Fizemos o monitoramento e seis aplicações para controlar o bicudo e o percevejo. Acho que o custos por hectare somando defensivos, insumos, colheita e frete (para levar até o beneficiamento) ficou R$ 4 mil por hectare.”

Ele ainda está fazendo os cálculos, mas a expectativa de Hirata é que o lucro líquido nesta safra fique em R$ 4 mil por hectare, duas vezes mais que a soja que plantou no restante da área. “No ano que vem, acho que vou plantar mais um hectare. É uma alternativa muito boa para a rotação, bem mais rentável que o milho. Meu objetivo agora é aumentar essa produtividade para 800 arrobas por alqueire na próxima safra.”

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