Imagem ilustrativa da imagem <span style="color: rgb(0, 0, 0);"><b>O vírus do italianismo</b></span>

Se você é daqueles que, como eu, vira e mexe, alguém precisa pedir para falar um pouco mais baixo; gesticula muito enquanto fala, inclusive quando está ao telefone; não vive sem um bom vinho; não dispensa um azeite no preparo das refeições; é louco por massas e adora uma festa em família... preciso te dizer: você está “contaminado” pelo vírus do “italianismo”!

Sim! É isso mesmo! Milhares de pessoas ao redor do mundo, descendentes de italiano ou não, são aficionados pela cultura italiana. No Brasil, a chegada das primeiras famílias, oriundas da “terra de Dante”, data de meados do século XIX. Bastaram poucos anos para que a cultura italiana deixasse suas marcas no jeitinho brasileiro. Seja nas artes, gastronomia e na moda. Estima-se que, só no Paraná, 37% da população seja de ítalo-descendentes. Algo em torno de 10 milhões de paranaenses têm suas origens na Itália.

Andando pelas cidades italianas é fácil entender de onde vem tamanho fascínio. Cada esquina é um delicioso encontro com a História, com as Artes, aromas e paladares. O visual das cidades é de encher os olhos. E para nós, ítalo-descendentes, o coração, também.

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Roma, conhecida como “A Cidade Eterna”, é uma mistura muito bem equilibrada entre o antigo e o novo. As ruínas milenares se fundem às novas edificações; ruas, antes de pedra e que só recebiam veículos movidos à tração animal, hoje suportam o trânsito pesado e caótico da capital italiana. O Mesmo acontece em Milão, famosa por suas galerias comerciais, voltadas para as grandes marcas da moda. Claro, são problemas comuns em qualquer grande cidade do mundo.

Mas basta dar uma volta, de preferência a pé, pelas ruas que todos esses problemas de cidade grande parecem sumir. Caminhar por Roma é uma viagem no tempo, é se deixar levar por fascinantes e diversas experiências. Além do Vaticano, claro, e das centenas de igrejas espalhadas pela cidade; em meio aos prédios antigos é possível encontrar palácios e monumentos, como a “Fontana di Trevi”, Altare della Patria Vittorio Emanuelle II; praças famosas como a Pizza Navona, Piazza del Popolo, a Piazza di Spagna com sua bela escadaria; lugares pitorescos como Campo Di Fiori e suas barraquinhas, onde se encontra de tudo: de comida a plantas ornamentais. Sem falar, óbvio, das inúmeras pizzarias e restaurantes que encontramos pelo caminho. Vale a pena “se perder” pelas ruas e becos de Roma.

Mas as belezas da Itália não se restringem somente à capital. Os mais de 8 mil municípios italianos, chamados de “comune”, são espetáculos a parte. A grande maioria das cidades são pequenas, para os padrões brasileiros; não passam de 100 mil habitantes. Algumas abrigam pouco mais de uma centena de famílias. As maiores como Firenze (Florença, em português), Bologna, Napoli (Napoles), Treviso, Genova, Torino, Verona possuem belezas e histórias próprias.

Uma das mais famosas cidades italianas é Veneza. Com seus prédios medievais, cercados por canais, suas pontes e a grande Piazza San Marco. Repleta de turistas o ano todo, Veneza é conhecida pelos românticos passeios de Gôndola, pequenas embarcações que percorrem os canais que permeiam a cidade, muitas vezes, ao som do canto dos gondoleiros. O Carnaval é outro atrativo dessa cidade que encanta pessoas do mundo inteiro. As máscaras venezianas dão o toque de charme a essa festa popular, mas que é tão diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil.

Para quem gosta de lugares bonitos, cheios de história, boa comida, paisagens de tirar o fôlego e de fazer boas amizades com um povo que adora conversar, e, de repente, conhecer um pouco mais sobre suas origens, no caso dos descendentes de italianos, a Itália é uma ótima opção de férias. Brasileiros são sempre bem-vindos e não há necessidade de visto para entrar no país. Aceite a minha dica: “se perca” pelas cidades italianas. Além do passaporte carimbado, a Itália vai deixar muitas outras marcas na sua vida.

Arrivederci!

* Marcos Zanutto, repórter fotográfico na Folha de Londrina

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