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m de leitura Atualizado em 04/03/2022, 19:32

Veja como a vacina contra Covid ajudou o PIB do Brasil a se recuperar

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de março de 2022

LEONARDO VIECELI E EDUARDO CUCOLO
AUTOR autor do artigo

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RIO DE JANEIRO, RJ, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após sentir o baque da pandemia em 2020, o setor de serviços, o principal do PIB (Produto Interno Bruto) no Brasil, teve alta de 4,7% em 2021, recuperando as perdas sofridas com a Covid-19, informou nesta sexta-feira (4) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Pela ótica da oferta, o setor responde por cerca de 70% do PIB brasileiro. Engloba uma grande variedade de empresas: de pequenos comércios a instituições financeiras e de ensino. Também é o principal empregador no país.

Com a crise sanitária, o segmento amargou um duro golpe em 2020, com queda de 4,3%, porque parte considerável das empresas que prestam serviços depende da circulação de consumidores. Restaurantes, bares, hotéis, salões de beleza e eventos fazem parte dessa lista.

A partir da vacinação contra a Covid-19, iniciada em 2021, e da derrubada de restrições à circulação de pessoas, o segmento passou a apostar na melhora dos negócios, encerrando o último trimestre do ano 1,6% acima de igual período de 2019.

Todas as atividades de serviços tiveram crescimento no ano passado, com destaque para transporte, armazenagem e correio (11,4%). Segundo o IBGE, o aumento da mobilidade estimulou, por exemplo, o transporte de passageiros no final do ano.

Outro destaque dentro de serviços veio da alta em informação e comunicação (12,3%), puxada por internet e desenvolvimento de sistemas. Esse ramo, diz o instituto, ganhou força na pandemia com medidas de isolamento.

Outras atividades de serviços (7,6%), que reúnem empresas como hotéis, restaurantes, salões de beleza e academias de ginástica, também ficaram no azul em 2021.

"São atividades relacionadas aos serviços presenciais, parte da economia que foi a mais afetada pela pandemia, mas que voltou a se recuperar, impulsionada pela própria demanda das famílias por esse tipo de serviço", disse a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Em serviços, ainda houve alta em comércio (5,5%), atividades imobiliárias (2,2%), administração, defesa, saúde, educação pública e seguridade social (1,5%) e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,7%).

Embora o setor de serviços como um todo tenha retomado o nível pré-pandemia, nem todos os segmentos estão acima do final de 2019. É o caso, por exemplo, de outras atividades de serviços, ainda 1,4% abaixo do pré-crise.

A recuperação de serviços encontra desafios na largada de 2022. Entre eles estão a inflação persistente e a renda menor dos brasileiros, o que dificulta o consumo.

INDÚSTRIA SOBE, AGRO CAI

Já a indústria teve alta de 4,5% em 2021, conforme os dados divulgados nesta sexta pelo IBGE. A queda em 2020 havia sido de 3,4%. O setor está abaixo do nível pré-pandemia.

Ao longo do ano passado, a indústria ainda sofreu com gargalos no fornecimento de insumos e encarecimento de matérias-primas. Esse desarranjo global é associado por analistas aos efeitos da pandemia na produção das fábricas.

Na indústria, o destaque foi o desempenho da construção. Após cair 6,3% em 2020, o ramo subiu 9,7% em 2021.

As indústrias de transformação (4,5%), com maior peso no setor, também cresceram. Já as indústrias extrativas avançaram 3% devido à alta na extração de minério de ferro.

A agropecuária, por sua vez, recuou 0,2% em 2021. No ano anterior, o setor havia sentido menos a chegada da pandemia, com crescimento de 3,8%.

Embora a demanda global por commodities agrícolas tenha permanecido aquecida em 2021, a agropecuária amargou perdas em razão do clima adverso. A combinação entre crise hídrica e geadas abalou culturas como café, milho e cana-de-açúcar no ano passado. A agropecuária segue acima do pré-pandemia.

Nesta sexta, o IBGE também divulgou os dados do PIB referentes ao quarto trimestre de 2021. Entre outubro e dezembro, o setor de serviços cresceu 0,5% frente aos três meses imediatamente anteriores.

A indústria recuou 1,2% no quarto trimestre. A agropecuária teve alta de 5,8% no mesmo período.