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m de leitura Atualizado em 29/03/2022, 19:42

Troca de presidente na Petrobras não agrada caminhoneiros

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 29 de março de 2022

JOANA CUNHA
AUTOR autor do artigo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A troca no comando da Petrobras, anunciada nesta segunda (28), não agradou os caminhoneiros.

O presidente do CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas), Plínio Dias, desconfia de manobra do governo para fugir do foco.

"Enquanto os holofotes vão para esse foco, o combustível continua alto. Estamos pagando caro e até fazer esse trâmite demora. Para nós, não resultou em nada", diz.

Para Wallace Landim, o Chorão, líder dos caminhoneiros na paralisação de 2018, o governo federal só está ganhando tempo.

"Daqui a seis meses, troca de novo. O que o presidente está fazendo é uma falácia. A narrativa é a mesma de quando demitiram Roberto Castello Branco, no ano passado. Enquanto não tiverem comprometimento de, pelo menos, colocar em pauta o fim do PPI [que atrela o preço do combustível no Brasil ao dólar], nada vai mudar", afirma Chorão.

O futuro da política de preços de combustíveis da Petrobras está no roteiro da campanha eleitoral. Em evento com petroleiros no Rio, o ex-presidente Lula criticou a paridade.

Bolsonaro já defendeu mudanças na política de preços, mas disse não ter ingerência sobre a estatal, o que os caminhoneiros questionam.

"Como ele tem autoridade para tirar e colocar o presidente da Petrobras quando quer, ele pode, sim, acabar com o PPI. Da mesma forma que fez Temer quando implantou a política", diz Chorão, que tem agendado reuniões com presidenciáveis para debater a questão.

Até o momento, um dos principais líderes da categoria não declara apoio a ninguém nas eleições de outubro. "Estamos calejados de promessas. Acreditamos em Bolsonaro e só o que a categoria recebeu nesse governo foi o Roda Bem Caminhoneiro. De resto, foi abandonada", afirma Chorão.

O nome cotado para assumir a Petrobras no lugar de Joaquim Silva e Luna também não empolgou. Isso porque, no passado, Adriano Pires chegou a declarar que o governo federal era "refém dos caminhoneiros".

"Na verdade só estão tentando manipular até as eleições. É mais do mesmo", diz Gilson Baitaca, representante dos caminhoneiros em Mato Grosso.