Startup de viagens de ônibus Buser capta R$ 700 milhões


FILIPE OLIVEIRA
FILIPE OLIVEIRA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A startup Buser, de contratação de viagens rodoviárias pela internet, anunciou nesta quinta (10) ter levantado R$ 700 milhões com investidores.

A maior parte dos recursos veio do fundo LGT Lightrock, também investidor de negócios como Creditas e Dr. Consulta. Grupos que já tinham aplicado recursos na startup no passado também participaram da captação, incluindo nomes como Softbank, Monashees, Valor Capital Group, Globo Ventures e Canary.

A Buser diz em nota que irá usar os recursos para diversificação de serviços. A companhia quer avançar na venda de viagens de outras empresas a partir de sua plataforma e avançar no mercado de transporte de cargas dentro de ônibus, no qual passou a atuar em maio. Também prevê negócios em financiamento de ônibus e no transporte urbano.

O marketplace da companhia, Buser Passagens, que foi lançado há seis meses, tem 40 empresas parceiras e transporta 3.000 passageiros por semana.

A startup promete investir R$ 1 bilhão nos próximos dois anos e prevê crescer dez vezes até o final de 2022.

A companhia tem como principal fonte de receita o fretamento online de ônibus de empresas parceiras por grupos de consumidores, modelo frequentemente questionado na Justiça por empresas do setor e alvo da fiscalização.

Entre as críticas estão a de que, apesar de as parceiras da Buser terem autorização para fazer viagens fretadas, os serviços contratados a partir da plataforma da empresa não seguem todas as regras exigidas para esse tipo de viagem, entre elas levar e trazer o mesmo grupo de passageiros na ida e na volta.

A companhia também é questionada por não arcar com todas as obrigações que uma empresa com autorização para operar linhas regulares precisa, como manter viagens em horários de menor demanda e dar benefícios para públicos como idosos e pessoas com deficiência.

Em sua nota, a Buser afirma ter comemorado sucessivas vitórias no campo jurídico e regulatório, o que denota que o mercado do transporte coletivo segue o mesmo caminho já percorrido no transporte individual, quando da chegada de aplicativos como Uber e 99.

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